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domingo, 24 de fevereiro de 2008

RAUL É O NOVO PRESIDENTE CUBANO

A Assembléia Nacional do Poder Popular da República de Cuba escolheu hoje, entre seus membros eleitos, o novo Conselho de Estado, cujo novo presidente será Raul Castro, que ocupava o cargo interinamente desde a doença de Fidel.

As especulações sobre o futuro de Cuba vêm aumentando desde que Fidel se afastou do posto de presidente devido a uma cirurgia no intestino. Mas essa semana, quando Fidel, em artigo no Granma, disse que não aceitaria ser reeleito presidente, toda a grande imprensa internacional pautou incansavelmente seus exercícios de futurologia.

Os 614 deputados eleitos em janeiro reelegeram Ricardo Alarcon como presidente da Assembléia Nacional e, mais tarde, conduziram Raul Castro à presidência do Conselho de Estado da República de Cuba para um mandato de 5 anos, como reza a constituição de 1976.

Sobre o futuro da ilha, todos podem ficar tranqüilos. Os cubanos aprenderam há muito a conduzir seus próprios destinos.

Raul tomou posse salientando que o líder da revolução de janeiro de 1959, Fidel Castro, é insubstituível e que “vamos assegurar a continuidade da revolução cubana”.

Leia mais:

Altamiro Borges: Fidel Castro e o futuro de Cuba

Vermelho: Raul: "vamos assegurar a continuidade da revolução Cubana

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A FUTUROLOGIA SOBRE CUBA

Assim que Raul Castro tomou posse como presidente do Conselho de Estado, os jornalões e cia retomaram as especulações sobre os destinos de Cuba.

Apenas citarei alguns:

Kennedy Alencar, da Folha de São Paulo, que escreve sua coluna como se fosse pelo governo. Não sei como foi a apuração das informações por parte do colunista, mas ele parece ter bastante intimidade com o presidente Lula e a cúpula do PT. Alencar escreve um monte de informações, segundo ele de fontes petistas e do próprio presidente-operário, mas nada de substancial. Parece que o jornalista prefere esperar antes de mostrar sua “opinião”. Um dado do texto é interessante, pois faz parte da contra-informação da imprensa conservadora. Alencar afirma que a decisão é exclusiva do Partido Comunista de Cuba, pois como lá existe apenas um partido legalizado, este tem todas as 614 cadeiras do parlamento. O jornalista deveria se informar mais, pois em Cuba não é necessário filiação partidária nem montanhas de dinheiro para disputar eleições.

Eliane Cantanhêde, também da Folha de São Paulo, em seu podcast diz que o Brasil deve contribuir com a Cuba pós-Fidel, ajudando a aproximar a ilha dos EUA. E vai mais longe, afirma que o Brasil deve consolidar uma poderosa aliança coma Espanha e o México para neutralizar a retórica de Chavez.

O portal G1, da Globo, destacou Daniel Buarque para “entrevistar” Brian Latell, ex-analista da CIA, segundo o portal. O analista faz o vaticínio, na verdade a velha cantilena neoliberal, Cuba agora seguirá um processo semelhante à China (segundo ele) com economia de mercado sem abertura política.

O Estadão afirma que Raul reduzirá e Estado cubano, pois o novo presidente disse que é preciso uma estrutura mais eficiente. Para os que pensam segundo Washington a única forma de ser eficiente é entregando tudo ao deus-mercado. É bom salientar que em Cuba a saúde e a educação, entre outras áreas, é totalmente pública.

Obviamente, com mais ou menos agressividade, todos tratam Fidel como um ditador, o que nem de longe é verdade.

Esses são apenas os primeiro que acessei. Reinaldo Azevedo, do panfleto fascista semanal, não postou nem mesmo algo curioso para ser relatado, apenas manteve sua postura de ofender, desqualificar e matar quem aparecer que não pense como os ideólogos do pensamento único, não passa de um sabujo.

A grande questão é que mais uma vez Fidel deu uma rasteira nos poderosos. Os conservadores cubanos “exilados” em Miami estavam para acender os rojões pela morte do líder revolucionário. Fidel se afasta do poder, com a certeza de que a construção revolucionária prosseguirá, e os gusanos (vermes) são obrigados a apagar os fósforos. Os EUA estão preparados para transformar a ilha novamente num bordel (que eles chamam de liberdade e democracia), mas os cubanos não parecem estar dispostos a isso.

A União Européia se dividiu, uns rapidamente declararam que é necessário libertar (na linguagem do capital, submeter) Cuba, outros se resignaram. Os governos democráticos e populares que vêm se multiplicando pela América Latina saúdam tanto Fidel quanto Raul e o povo de Cuba.

Vejamos o próximo período e aprendamos com o heróico povo de Cuba, como trilhar de fato o caminho da liberdade e da emancipação.

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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

VIVA CUBA SOCIALISTA!


Desde a última segunda-feira, o assunto mais falado em toda a grande imprensa é a mensagem do presidente de Cuba, Fidel Castro, onde afirma que não aceitará ser reconduzido pela Assembléia Nacional ao posto de presidente do Conselho de Estado.

Editoriais, cadernos especiais, matérias televisivas, análises no rádio e na internet, todos os meios têm sido utilizados para tratar do assunto, e por todos os lados.

A grande imprensa venal brasileira apressa-se em tratar da transição em Cuba. Dizem eles transição para a liberdade, mas na verdade falam da transição para a exploração do povo cubano. Todos os veículos de nossa imprensa venal sacaram seus “especialistas” em economia, relações internacionais, política, “especialistas” em tudo para, de forma mais ou menos agressiva dizer resumidamente que começou a transição para democracia (ie. capitalismo), mas que isso só será concretizado com a morte de Fidel.

E elaboram os diversos tratados, teorias, exercícios de futurologia para tentar dizer para onde Cuba seguirá. Alguém lembrou de perguntar aos cubanos? Enumeram centenas, milhares do que chamam de fracassos do socialismo, tudo para ludibriar os desatentos. O que não querem dizer é algo que não cabe na ideologia do pensamento único. Como uma pequena ilha caribenha com poucos recursos naturais; com um bloqueio econômico criminoso por parte das potências; a apenas alguns quilômetros de distância da maior força imperialista que o mundo já viu conseguiu erradicar o analfabetismo, ter um dos melhores sistemas de saúde do mundo, garantir moradia a todos os seus cidadãos, entre outras inúmeras conquistas cubanas?

A resposta não está na ilha, mas sim em seu povo, o heróico povo de Cuba. O comandante Fidel Castro é parte e personificação desse povo que resistiu a todas as dificuldades no último meio século e ainda tem disposição para, solidariamente, ajudar povos de outros países.

Portanto, a transição ao capitalismo não está na pauta cubana. E o povo de Cuba, exemplo a todos os povos, saberá decidir soberanamente o caminho que quer seguir na construção cotidiana de sua revolução.

Viva o comandante Fidel Castro!

Viva o heróico povo cubano!

Viva Cuba socialista!

Até a vitória, sempre!


Leia mais:

Íntegra da mensagem do presidente Fidel Castro

João Pedro Stédile: Fidel não precisa disputar cargos

Altamiro Borges: Mídia esconde bloqueio a Cuba

Ariel Dacal: Em Cuba, não se discute o retorno ao capitalismo

Aldo Rebelo: A herança do estadista


Miguel Urbano Rodrigues: Mídia vai fazer campanha de desinformação


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domingo, 17 de fevereiro de 2008

FILIAL PARANAENSE DO PIG MOSTRA SUAS GARRAS


Nessa sexta-feira (15/02), o governador do Paraná, Roberto Requião, determinou que a Procuradoria do Estado processe o jornalista Fabio Campana e o empresário Joel Malucelli, proprietário, entre outras tantas empresas, do Paraná Banco e da rádio Bandnews.
Como todos sabem, Requião e outras forças progressistas paranaenses declararam apoio ao candidato à presidência paraguaia, o bispo Fernando Lugo.
Claro que sucursal paranaense do PIG não deixaria barato. A rádio do banqueiro Malucelli resolveu atacar, por meio do venal Fabio Campana, a posição do governador. Campana entrevistou o senador paraguaio Juan Carlos Galaverna, vinculado às velhas oligarquias que há tempos mantêm o povo paraguaio à margem do desenvolvimento.
O senador fez pesadas acusações ao governador, como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, contrabando etc., etc. Claro que não apresentou provas, mas desde quando o PIG precisa provar algo?
E o tal jornalista venal, em seu site, se defende. Diz “O jornalista não inventa. Não cria fatos. Publica-os, por dever de ofício. Pela necessidade de manter a população informada”. Quanto altruísmo!
Como explicar então que no mesmo site encontra-se publicado que Valdir Rossoni (PSDB), que dispensa maiores comentários, declarou que apresentará em Brasília as afirmações de Galaverna à Bandnews, solicitando à executiva nacional do PSDB que entre com representação junto ao Ministério Público. Rossoni ainda diz que vai ao Paraguai em busca de provas e exige explicações de Requião.
É a velha tática. Uma empresa de comunicação, por meio de algum jornalista venal publica algo, o judiciário acolhe como prova irrefutável e quem tem opinião divergente do pensamento único é condenado.
O que fará agora o Ministério Público? Aplicará outra multa? Ou simplismente a liminar da censura impedirá o governador eleito pelo povo de se defender?
Assim como o Movimento dos Sem Mídia tomou a iniciativa de denunciar judicialmente as empresas de comunicação pelo atentado à saúde pública provocado pela alarmante divugação de uma falsa epidemia de febre amarela, o governador também enfrentará judicialmente a seção paranaense do PIG.
Mas não basta as ações jurídicas, pois todos sabemos... aliás ninguém sabe como funciona a caixa-preta do judiciário.
É preciso por o bloco na rua. Denunciar ao povo as tentativas de golpe conservador patrocinado pelo PIG e suas filiais.

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quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

DITADURA VENEZUELANA?

Muitas foram as acusações a Hugo Chavez sobre o referendo constitucional do último dia 2. A imprensa venal brasileira se opôs frontalmente ao projeto alegando que a possibilidade de diversas reeleições ao presidente venezuelano tratava-se, claramente, da criação de uma ditadura particular. Da mesma forma atacam as propostas de reforma constitucional boliviana e equatoriana.

No entanto, ganha força na Colômbia, do linha-dura Alvaro Uribe, a proposta de permitir nova reeleição ao presidente marionete. Uribe, eleito em 2002, já alterou a constituição colombiana para permitir a própria reeleição (lembra outro títere brasileiro), mas não vemos os arautos da moralidade de nossa imprensa venal comentarem sobre a ditadura particular de Uribe.

A questão não trata de reeleição, mas sim de antagonismos ideológicos. Os mesmos que dizem que a constituição brasileira de 1988 é benevolente com os pobres atacaram a proposta venezuelana que, entre outras coisas, reduzia a jornada de trabalho semanal de 44 para 36 horas.

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terça-feira, 4 de dezembro de 2007

PARTIDO DE EVO DECIDE APROVAR CONSTITUIÇÃO EM BLOCO

Parlamentares da mesa diretora da Assembléia Constituinte boliviana pretendem aprovar a nova Carta do país "em bloco", numa única sessão que ocorrerá no dia 14. A proposta inicial era que o projeto seria discutido artigo por artigo. O anúncio da mudança de planos foi feito em meio a um aumento da tensão entre o presidente Evo Morales e a oposição. Há uma semana, o projeto da nova Constituição foi aprovado em primeira instância numa sessão realizada na cidade de Sucre. Em entrevista coletiva da qual Evo também participou, os parlamentares - todos do partido governista Movimento ao Socialismo (MAS) - explicaram que esse método foi escolhido para permitir que a Constituição seja aprovada rapidamente, já que as "forças de direita" não querem "refundar o país". A bancada do MAS foi declarada em "sessão permanente" para acelerar o processo de tramitação do projeto e prometeu submetê-lo a "setores sociais". Líderes políticos e dirigentes dos comitês cívicos dos Departamentos (Estados) de Santa Cruz, Tarija, Beni, Pando, Cochabamba e Chuquisaca iniciam greve de fome nesta segunda-feira para protestar contra a nova Constituição e outras medidas do governo. O vice-presidente da Bolívia, Alvaro García Linera, afirmou que o país mudará a Carta Magna com ou sem a oposição, no prazo final dado à Assembléia Constituinte para aprovar o novo texto. "No dia 14 de dezembro teremos um texto - oxalá com a assinatura dos 255 constituintes. O governo quer um pacto com as minorias", disse García Linera à rede estatal de TV. "No entanto", acrescentou ele, "só negociará com a outra parte se ela demonstrar vontade". As declarações do vice-presidente acontecem horas depois de uma reunião do chefe de Estado com os constituintes de seu partido, na qual foi anunciado que o texto final da nova Carta Magna será aprovada no último dia do prazo legal, 14 de dezembro.

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