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domingo, 11 de setembro de 2011

Setembro se chama Allende

*Mario Amorós

O Chile vive três datas especiais e dois dramas profundamente entrelaçados. Este mês comemora-se o 40° aniversário da histórica vitória de Salvador Allende e da Unidade Popular nas eleições presidenciais. Naquele 4 de setembro de 1970, o povo chileno abriu as portas da história e empreendeu um profundo processo de transformações econômicas, sociais, culturais e políticas. A “via chilena para o socialismo” só foi derrotada pelo golpe de Estado de 11 de setembro de 1973 - que este ano completa 37 anos – protagonizado pelas Forças Armadas, mas estimulado pela direita, pela Democracia Cristã, pela burguesia e por Washington. 

Essas datas são provavelmente as jornadas mais relevantes dos dois séculos de história republicana, junto com o 18 de setembro de 1810, quando se estabeleceu a primeira Junta Nacional de Governo, que abriu o caminho para o processo de independência finalizado em 1818 e que, depois de uma década convulsionada, culminou entre 1829 e 1833 com a imposição de um férreo estado oligárquico que se manteve até a vitória da Frente Popular, em 1938, da qual Salvador Allende foi um destacado dirigente. 

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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Anotações sobre um domingo e a memória de dois setembros

Eric Nepomuceno*

1. Dez anos depois de 2001, o dia onze de setembro cai num domingo. Naquele ano, caiu numa terça-feira. 

De lá para cá o mundo nunca mais foi o mesmo, e com as ações desatadas por um fundamentalista iracundo chamado George W. Bush, tendo como justificativa as ações de outro fundamentalista de igual calibre chamado Osama Bin Laden, tudo mudou – para pior. Os Estados Unidos, o país mais bélico da história da humanidade, o país que necessita permanentemente viver em pânico, sentir-se ameaçado, e que quando não há ameaça logo inventa alguma, pois esse país se deu uma vez mais o luxo de invadir e avassalar ao seu bel prazer outros países, outros povos, destroçar outras culturas. Esparramar a paranóia do terror mundo afora, encarar alegremente a tortura, a sevícia e a humilhação como instrumentos lícitos para obter confissões. 

2. Trinta e oito anos depois de 1973, o dia onze de setembro cai num domingo. Naquele ano, caiu numa terça-feira. Trágica coincidência. 

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domingo, 28 de agosto de 2011

60 anos do Dia do Bancário

O ano de 1951 ficou marcado na história dos bancários. Naquele momento, a categoria decidiu lutar por melhores salários e condições de trabalho. Entre as reivindicações, reajuste de 40%, salário mínimo proporcional e adicional por tempo de serviço.

As conquistas, no entanto, não viriam fácilmente. Todas as tentativas de negociação fracassaram e, em 28 de agosto, os bancários decidiram entrar em greve. Depois de 69 dias parados, os trabalhadores conseguiram arrancar 31% de reajuste.

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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A UNE e as armas de 1961

Luiz Manfredini*

Conhecida a notícia da inesperada renúncia do Presidente Jânio Quadros, na manhã de 25 de agosto de 1961, e noticiada a decisão dos ministros militares de impedir a posse do Vice-Presidente João Goulart, a UNE decretou greve geral e seu presidente recém-empossado Aldo Arantes seguiu para Porto Alegre. Foi juntar-se ao Governador Leonel Brizola, que comandava a reação ao golpe. Na época a entidade com maior capacidade de mobilização no País, a UNE lançou nas ruas da capital gaúcha e das principais cidades brasileiras, durante os dias dramáticos da resistência, vagalhões de estudantes. Somados a outros contingentes populares, eles foram decisivos na derrota do golpismo militar.

Aldo desembarcou em Porto Alegre acompanhado por seu assessor Herbert José de Souza, o Betinho. A cidade que ambos encontraram era uma praça de guerra. Cinquenta anos depois o cenário ainda é vivo na memória de Aldo. “Era uma paisagem e um clima de guerra civil, eu nunca tinha visto aquilo no Brasil”, lembra. Canhões antiaéreos pelas ruas, onde massas de povo marchavam para defender a cidade. O Palácio Piratini, onde Aldo e Betinho apresentaram ao Governador Leonel Brizola o apoio da UNE, estava cercado por sacos de areia, automóveis, jipes, bancos da Praça da Matriz, trincheira defendida por civis armados e milicianos da Brigada Militar. No topo, ninhos de metralhadoras. Para além das barricadas, o povo. Milhares de estudantes e trabalhadores aglomeravam-se em torno do palácio.

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sábado, 13 de agosto de 2011

Símbolo da resistência, Fidel completa 85 anos

O líder cubano Fidel Castro, ícone do século 20, comemora neste sábado (13) mais um aniversário. Ex-presidente da ilha, esse "soldado das ideias" chega aos 85 anos contrariando aqueles que insistiam em prever desde seu ocaso até uma morte prematura. Fidel, no entanto, continua bem vivo, lúcido e ativo.

Afastado do comando de Cuba desde 2006, ele abriu mão de seu posto à frente do Partido Comunista Cubano este ano, mas continua um observador atento do mundo, registrando seu pensamento por meio de suas reflexões. Além disso, suas ideias, bandeiras e realizações continuam a ser exaltadas no cotidiano da ilha e além - prova de que a ausência de cargos não sonegou-lhe a influência.

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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Recobrar o ânimo, contra a venda da Copel

J. Tramontini*

Em 2001 os paranaenses estavam prestes a perder sua companhia de energia, a Copel, que seria privatizada, a preço de banana pelo governo demo-tucano de Jaime Lerner, que um ano antes havia doado ao Itaú, o Banco do estado do Paraná, o Banestado.

Sindicatos, parlamentares, entidades civis, movimentos sociais, partidos e milhares de paranaenses se uniram no Fórum Popular Contra a Venda da Copel e coletaram mais de 140 mil assinaturas para o primeiro projeto de lei de iniciativa popular a tramitar em uma assembleia estadual, que visava impedir a privatização da Copel.

Durante o mês de agosto daquele ano, quando se deram as votações do projeto, muitas foram as manifestações populares exigindo que os deputados impedissem a doação do patrimônio público. A ssesão da Assembleia Legislativa, a mais longa de sua história, já durava cerca de 22 horas quando em 15 de agosto mais de 3 mil estudantes ocuparam o plenário da casa com a palavra de ordem "A Copel é nossa, vender é traição!".

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sexta-feira, 13 de maio de 2011

13 de maio: dia de comemorar a liberdade

Mais uma vez o 13 de maio, mais uma vez as comemorações. Discretas em alguns locais, mais festivas em outras, muitas reflexões e constatações.

É verdade que passados 123 anos da Lei Áurea, que aboliu oficialmente a chaga da escravidão no Brasil, muitas coisas permanecem quase iguais. Afinal, após o fim do uso da mão-de-obra escrava, não foi oportunizado aos negros o acesso ao trabalho assalariado e a condições minimamente dignas de sobrevivência.

É verdade também que, nos últimos anos, temos avançado na questão da igualdade, mas muitos passos ainda têm que ser trilhados

Mas essa deve ser uma data de comemorações, pois também é um símbolo de liberdade.

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domingo, 1 de maio de 2011

O 1º de Maio e o movimento político classista dos trabalhadores

Editorial do Vermelho

A celebração do Primeiro de Maio, dia da classe trabalhadora internacional, é uma ocasião propícia para uma reflexão coletiva da própria classe, dos sindicatos e demais organizações de massas dos trabalhadores e dos partidos de esquerda situados na perspectiva do socialismo e do comunismo.

Reflexão na luta, para melhor orientar e organizar a luta da classe trabalhadora.

O Primeiro de Maio deste ano é mais um que coincide com a crise do sistema capitalista-imperialista. Tão profunda, intensa, ampla e extensa, de prolongada duração, que está pondo em xeque a própria ordem mundial, o que se evidencia no declínio da hegemonia estadunidense e na bancarrota do dólar como padrão monetário internacional.

No ambiente de crise, a fúria da burguesia contra os trabalhadores se torna ainda mais assombrosa. Os governos burgueses de direita ou sociais-democratas tiram a máscara e investem sobre os direitos de quem trabalha. Achatam os salários, atiram à rua da amargura milhares de trabalhadores que, sem emprego, se transformam em marginais numa sociedade cada vez mais alienante. Revogam leis trabalhistas, liquidam conquistas alcançadas em décadas de luta, arrancadas às vezes à custa de embates cruentos. Sob falsos pretextos, promovem alterações regressivas na Previdência Social, último reduto de sobrevivência para quem trabalhou e necessita de amparo e solidariedade no outono da vida. 

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Como os EUA apagaram o 1º de Maio

Eduardo Galeano*
(extraído de "O livro dos Abraços")

Chicago está cheia de fábricas. Existem fábricas até no centro da cidade, ao redor de um dos edifícios mais altos do mundo. Chicago está cheia de fábricas, Chicago está cheia de operários.

Ao chegar ao bairro de Heymarket, peço aos meus amigos que me mostrem o lugar onde foram enforcados, em 1886, aqueles operários que o mundo inteiro saúda a cada primeiro de maio. – Deve ser por aqui – me dizem. Mas ninguém sabe. Não foi erguida nenhuma estátua em memória dos mártires de Chicago nem na cidade de Chicago. Nem estátua, nem monolito, nem placa de bronze, nem nada.

O primeiro de maio é o único dia verdadeiramente universal da humanidade inteira, o único dia no qual coincidem todas as histórias e todas as geografias, todas as línguas e as religiões e as culturas do mundo; mas nos Estados Unidos o primeiro de maio é um dia como qualquer outro. Nesse dia, as pessoas trabalham normalmente, e ninguém, ou quase ninguém, recorda que os direitos da classe operária não brotaram do vento, ou da mão de Deus ou do amo.

Após a inútil exploração de Heymarket, meus amigos me levam para conhecer a melhor livraria da cidade. E lá, por pura curiosidade, por pura casualidade, descubro um velho cartaz que está como que esperando por mim, metido entre muitos outros cartazes de música, rock e cinema.

O cartaz reproduz um provérbio da África: Até que os leões tenham seus próprios historiadores, as histórias de caçadas continuarão glorificando o caçador.

*Eduardo Galeano é uruguaio, jornalista e escritor, autor, entre outros, de "As veias abertas da América Latina"



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sábado, 30 de abril de 2011

Maiakovski: Meu Maio

Vladimir Maiakovski

A todos 
Que saíram às ruas 
De corpo-máquina cansado, 

A todos 
Que imploram feriado 
Às costas que a terra extenua – 
Primeiro de Maio! 

Meu mundo, em primaveras, 
Derrete a neve com sol gaio. 
Sou operário – 
Este é o meu maio! 

Sou camponês - Este é o meu mês. 
Sou ferro – 
Eis o maio que eu quero! 

Sou terra – 
O maio é minha era! 

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terça-feira, 29 de março de 2011

Zé Alencar, a dignidade venceu o preconceito

Em meados de 2002, quando o preconceito contra o candidato Lula e o ódio a seu partido, o PT, eram inoculados dioturnamente na opinião pública pelas trombetas da orquestra midiático-tucana, um empresário rico, bem-sucedido, aceitou transformar-se em antídoto ao veneno difamatório. Tornou-se vice na chapa do operário metalúrgico.

Filho de Muriaé, (MG), dono do maior complexo têxtil do país, a Coteminas, o então senador José Alencar, o Zé, como Lula passou a chamá-lo carinhosamente, sabia muito bem o que estava fazendo. A voz grave e pausada de quem conhece o manejo criterioso da pontuação oral tornou-se aos poucos portadora de mensagens que muitos de seus pares, majoritariamente engajados então na candidatura de José Serra, estremeciam só de ouvir.

"Nacionalismo não é xenofobia, é interesse pelo próprio  país", disparava em entrevista ao site da campanha Lula Presidente, em setembro de 2001. 'Podemos abdicar de nossas fronteiras econômicas?, questionava na mesma ocasião indagando sobre a ALCA, agenda prestigiosa então, majoritariamente defendida pelo conservadorismo pró-Serra. "Mas e as fronteiras políticas?" argüia mineiramente "Vamos ter um só Presidente da República no mundo globalizado? Será que ele vai defender nossos interesses? Uma só moeda? Quem vai controlá-la? Uma só política monetária? Sabemos que não é assim", respondia então com o mesmo sorriso maroto que arrematava as interrogações provocativas. "Se não é assim continuamos a existir como país. Não podemos abdicar de nossas fronteiras e obrigações políticas".

Por essas e por outras, Lula, na passagem para o segundo turno em outubro de 2002, num debate com delegações estrangeiras, brincou: " Às vezes eu preciso lembrar o Zé que é para ele ficar a minha direita, não a minha esquerda".

José Alencar faleceu hoje em São Paulo, aos 79 anos de idade.

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sexta-feira, 25 de março de 2011

89 anos a serviço da democracia, dos trabalhadores e do Socialismo!

Renato Rabelo*

O ambiente era o Salão Nobre da Câmara dos Deputados, em Brasília. O evento, o aniversário dos 89 anos do mais antigo partido político em funcionamento contínuo no país: o Partido Comunista do Brasil. 

Que, ao mesmo tempo, se apresenta como o mais jovem, pela composição social de suas fileiras e pelas ideias que defende. De fato, nesta oportunidade, desencadeamos os preparativos para a comemoração com data redonda, como se diz, dos 90 anos de trajetória política do nosso Parido, o PCdoB. Várias lideranças políticas e do movimento social lá estiveram presentes e se pronunciaram homenageando o Partido. 

Aproveitamos a data, também, para lançar uma edição da série “Perfis Parlamentares” com a compilação de discursos e intervenções de João Amazonas, durante a Constituinte de 194 6. Na ocasião, fiz o seguinte pronunciamento:
“Quase todos os anos comemoramos o aniversário do Partido neste espaço cedido pela Câmara dos Deputados: o Salão Nobre. Mas a cada ano, a comemoração da existência do PCdoB reflete e expressa a atualidade do curso político que atravessamos, a situação em evolução no Brasil e no mundo. 

Neste ano de 2011 -- em que saudamos os 89 anos de luta do PCdoB – atuamos sob as condições da terceira vitória das forças democráticas, progressistas, populares e de esquerda em nosso país. Esta vitória consagra um feito histórico: a primeira mulher eleita para a presidência da República. Trata-se da continuidade possível da construção de um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento, voltado para a consolidação da soberania nacional, para a erradicação da miséria, para a ampliação da democracia e dos direitos dos trabalhadores.

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quarta-feira, 16 de março de 2011

Os 128 anos da morte de Marx

No dia 14 de março de 1883, em Londres, morreu Karl Marx, aos 64 anos. Economista, historiador, sociólogo, filósofo e jornalista, Marx é um destes autores que não podem ser enquadrados em apenas uma área do conhecimento humano. O autor de "O Capital" apresentou ao mundo um estudo aprofundado sobre as origens e a lógica de desenvolvimento do capitalismo. Autor fundador da esquerda moderna, Marx já foi condenado ao esquecimento algumas vezes, mas as repetidas crises do capitalismo sempre renovam o interesse por sua obra. 

Neste dia, lembramos sua obra e seu legado publicando o discurso proferido por seu companheiro de reflexão e de militância Friedrich Engels, durante o funeral de Marx (publicado pelo Diário da Liberdade e pelo Portal Luta de Classes, a partir de texto do Arquivo Marxista na Internet):


Discurso de Friedrich Engels no funeral de Karl Marx 

Friedrich Engels

Em 14 de março, quando faltam 15 minutos para as 3 horas da tarde, deixou de pensar o maior pensador do presente. Ficou sozinho por escassos dois minutos, e sucedeu de encontramos ele em sua poltrona dormindo serenamente — dessa vez para sempre.

O que o proletariado militante da Europa e da América, o que a ciência histórica perdeu com a perda desse homem é impossível avaliar. Logo evidenciará-se a lacuna que a morte desse formidável espírito abriu.

Assim como Darwin em relação a lei do desenvolvimento dos organismos naturais, descobriu Marx a lei do desenvolvimento da História humana: o simples fato, escondido sobre crescente manto ideológico, de que os homens reclamam antes de tudo comida, bebida, moradia e vestuário, antes de poderem praticar a política, ciência, arte, religião, etc.; que portanto a produção imediata de víveres e com isso o correspondente estágio econômico de um povo ou de uma época constitui o fundamento a parir do qual as instituições políticas, as instituições jurídicas, a arte e mesmo as noções religiosas do povo em questão se desenvolve, na ordem em elas devem ser explicadas – e não ao contrário como nós até então fazíamos.

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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

FELIZ ANIVERSÁRIO, OSCAR NIEMEYER

Hoje o Classista presta uma pequena homenagem a um gênio brasileiro. 

Oscar Niemeyer, arquiteto, militante, humano.

Os seus 103 anos enchem de alegria, orgulho e esperança não só os filhos do Brasil, mas todos aqueles que acreditam e lutam por um mundo melhor.

Feliz aniversário, camarada Oscar Niemeyer .


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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

CAMARADA ESPEDITO, PRESENTE!


Este blog presta hoje homenagem a um dos mais importantes quadros políticos do Paraná. 

Militante comunista, dirigente sindical e partidário, artista, sempre um lutador.

Um exemplo, com quem tive a oportunidade e honra de conviver e aprender. 

O camarada Espedito Rocha descansa das duras batalhas, mas continuará entre nós, nos inspirando para as lutas vindouras, sempre.



CAMARADA ESPEDITO,

PRESENTE!


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