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segunda-feira, 8 de abril de 2013

1º de Maio Unificado: site já está no ar


Já está no ar o site oficial do 1º de Maio Unificado das centrais sindicais. Neste ano, CTB, UGT, FS e NCST irão destacar, durante a festa tradicionalmente realizada no Dia do Trabalhador, os 70 anos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

Criada por Getúlio Vargas através do decreto assinado em 1º de Maio de 1943, a CLT é considerada um verdadeiro patrimônio da classe trabalhadora. Apesar desse caráter histórico, ela tem sofrido diversos ataques no Congresso Nacional, através da tentativa de aprovar projetos que flexibilizam direitos dos trabalhadores conquistados com muita luta e reivindicações.

Além da defesa da CLT, 1º de Maio 2013 também trará a defesa da jornada de 40 horas semanais sem redução de salários, fim do fator previdenciário, igualdade de oportunidade entre homens e mulheres, política de valorização dos Aposentados, regulamentação da Convenção 151 e ratificação da Convenção 158, ambas da OIT.

Assim como no ano passado, as centrais sindicais irão realizar atos em todos os estados em comemoração ao Dia do Trabalhador.

Confira no site oficial todas as informações a respeito da festa, que reunirá milhões de pessoas nas ruas de São Paulo e de todo o país.

Fonte: CTB

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quarta-feira, 3 de abril de 2013

A partir de hoje, domésticas tem resgatada dívida histórica


Trabalhadoras domésticas comemoraram na última terça-feira (26) a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição 66/2012, em segundo turno pelo Senado Federal.

A proposta estende aos trabalhadores domésticos, tais como babás, cozinheiras e outros empregados em residências, 16 direitos que hoje já são assegurados aos demais trabalhadores urbanos e rurais contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Agora, a PEC das Domésticas, popularmente conhecida, aguarda a promulgação pelo Congresso Nacional. Para a categoria a aprovação da proposta resgata uma dívida histórica da sociedade com a categoria.

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terça-feira, 12 de março de 2013

Dilma aceita discutir redução de jornada


A presidenta Dilma Rousseff se comprometeu, em reunião com sindicalistas, a estudar o atendimento a várias reivindicações dos trabalhadores, inclusive a redução da jornada de trabalho sem diminuição de salário e o fim do fator previdenciário. A reunião aconteceu dia 6, no Palácio do Planalto, quando recebeu representantes da 7ª Marcha das Centrais Sindicais e dos Movimentos Sociais – CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central e UGT.
Mais de 50 mil trabalhadores se manifestaram em Brasilia,
no último dia 6. Foto:  Valcir Araujo
Também o presidente do Senado, Renan Calheiros, recebeu os sindicalistas, acompanhados do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) e outros parlamentares. As reivindicações foram levadas também ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, e do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.

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Movimento sindical precisa superar três deficiências


Marcos Verlaine*

No ato comemorativo dos 30 anos da CUT, no dia 27 de fevereiro, o ex-presidente Lula levantou um tema que é um dos principais problemas do movimento sindical, a comunicação. É sabido por todos que a velha mídia não abre espaço para os trabalhadores e suas entidades representativas. É mais que sabido que toda vez que a mídia tradicional tematiza assuntos relacionados ao movimento sindical o faz com preconceito e desrespeito.

Em resposta a isso, Lula, no ato em São Paulo chamou a atenção para que o movimento sindical faça a sua comunicação. “Não vivo reclamando do espaço que me dão. Eu reclamo do que falta fazer para ter o espaço que quero, independente deles”, afirmou Lula, referindo-se aos veículos da velha mídia.

Comunicação

Este, então, é o primeiro dos três grandes problemas do movimento sindical. É preciso explorar mais e melhor as novas ferramentas surgidas com o avanço tecnológico neste setor. A internet colocou todos em pé de igualdade. A questão é estudar o que pode ser feito e fazer bem feito.

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sábado, 9 de março de 2013

7ª Marcha das Centrais: grande vitória do sindicalismo!


Nesta quarta-feira, 6 de março, 50 mil de trabalhadores de diversos Estados do país, convocados pelas centrais sindicais, fizeram uma longa caminhada do Estádio Mané Garrincha até a Esplanada dos Ministérios. Foi a 7ª Marcha das Centrais Sindicais e dos Movimentos Sociais em Defesa do Desenvolvimento, da Cidadania e da Valorização do Trabalho.

Os presidentes das centrais, depois da Marcha, reuniram-se com os presidentes do Senado e da Câmara Federal e com a presidenta Dilma Rousseff. Para todas essas autoridades, foi entregue um documento contendo as principais reivindicações do sindicalismo, com destaque para a luta pela redução da jornada de trabalho para quarenta horas semanais, fim do fator previdenciário, regulamentação da Convenção 151 da OIT (que trata do processo de negociação dos servidores públicos), reforma agrária, 10% do PIB para a Educação, etc.

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terça-feira, 5 de março de 2013

Na surdina, Congresso pode dar um golpe nos trabalhadores


Leonardo Sakamoto*

Atenção redobrada. Há parlamentares que, na surdina, estão se articulando para que um dos vetos presidenciais, em especial, seja derrubado: o que trata da chamada Emenda 3

Para atender à determinação do Supremo Tribunal Federal, de que o veto de Dilma Rousseff à alteração das regras de distribuição de royalties do petróleo só possa ser analisado após a análise de outros 3 mil vetos, o Congresso está desenterrando alguns esqueletos. Alguns com cara bem feia.

Há parlamentares que, na surdina, estão se articulando para que um dos vetos presidenciais, em especial, seja derrubado: o que trata da chamada Emenda 3.

A emenda, que integrou o projeto que criou a Super Receita, propõe que auditores fiscais federais não possam apontar vínculos empregatícios entre empregados e patrões, mesmo quando forem encontradas irregularidades. Apenas a Justiça do Trabalho, de acordo com o texto, é que estaria autorizada a resolver esses casos. Na prática, a nova legislação tiraria o poder da fiscalização do governo, o que dificultaria o combate ao tráfico de pessoas, ao trabalho escravo, ao trabalho infantil e a terceirizações ilegais que burlam direitos do trabalhador.

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segunda-feira, 4 de março de 2013

Assis Melo (PCdoB/RS) quer ampliar remuneração de hora extra e extinguir banco de horas

Deputado Federal
Assis Melo (PCdoB/RS)

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 4597/12, do deputado Assis Melo (PCdoB-RS), metalúrgico e dirigente nacional da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), que estabelece que a remuneração da hora extra deve ser, no mínimo, 50% superior à remuneração da hora normal de trabalho. O acréscimo atual é de 20%. A proposta, que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), também acaba com o banco de horas.

Assis Melo ressalta que a Constituição já prevê o percentual de 50% a mais para o serviço extraordinário. “Propomos a alteração dos atuais 20% para o percentual previsto em nossa Lei Maior”, afirma.

Já o banco de horas, na opinião do parlamentar, é uma medida extremamente prejudicial aos trabalhadores em geral. O deputado lembra que, por causa do banco de horas, o trabalhador é obrigado a fazer serviço extraordinário sempre que convocado, sem limite semanal de jornada e sem saber, com antecedência, quando receberá seus dias de folga. Assis Melo também critica o fato de empregador ter até um ano de prazo para efetivar a compensação de jornada.

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sexta-feira, 1 de março de 2013

Isenção do IR sobre PLR é uma vitória dos sindicatos


O anúncio da isenção do Imposto de Renda sobre Participação nos Lucros e Resultados (PLR) até R$ 6 mil, anunciados pelo governo Dilma no final do ano passado, é uma vitória do movimento sindical e da classe trabalhadora brasileira, que cobraram a iniciativa do governo durante todo o ano passado.

As centrais queriam a isenção total, mas é preciso reconhecer que a decisão do Executivo contempla 80% dos benefícios conquistados a título de PLR. Para ganhos superiores a R$ 6 mil será usada uma escala progressiva de alíquotas: entre R$ 6.000,01 e R$ 9 mil, a incidência do IR será de 7,5%; de R$ 9.000,01 a R$ 12 mil, 15%, e de R$ 12.000,01 a R$ 15 mil, 22,5%. Para valores acima de R$ 15 mil, a incidência será de 27,5%.

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2013 é decisivo para a bancada sindical


Antônio Augusto de Queiroz*

A bancada sindical no Congresso, atualmente com 91 parlamentares – 83 deputados e oito senadores –, faz a defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores, aposentados e servidores públicos, além de intermediar demandas e mediar conflitos entre estes e o governo e/ou seus empregadores. Seu futuro depende de postura ativa e articulada frente aos desafios postos.

O PT, com 65% da bancada sindical, é também hegemônico entre trabalhadores e servidores públicos. Cabe-lhe, portanto, assumir e liderar a defesa desses assalariados no âmbito do Poder Legislativo, assim como na relação com o Poder Executivo, sob pena de gradativa perda de representatividade nesse segmento, além de risco de encolhimento da própria bancada sindical.

A bancada sindical, com uma média de três mandatos, vem perdendo terreno para o setor empresarial. Este tem sido ativo na ofensiva para reduzir custos do trabalho – diretos e indiretos –  tanto no Legislativo, com a apresentação de projetos e 101 medidas para flexibilizar direitos, quanto no Executivo, com a desoneração de folha.

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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Um março de lutas para avançar nas mudanças!


Paulo Vinicius Silva*

As forças do povo se movimentam e refletem desde fins de 2012 sobre seu papel na situação política vivida pelo país.

Diante dos tormentosos e sórdidos acontecimentos do segundo semestre de 2012, os movimentos sociais, trabalhadores e trabalhadoras, a juventude e os estudantes, o movimento feminista, comunitário e os partidos que sustentam os imensos avanços que o nosso país tem vivido, todos tem refletido sobre os dilemas, os limites e os riscos que corre o Brasil diante do desespero e do golpismo que sempre animou a elite brasileira.

Se ficou evidente a dupla politização do julgamento da ação penal 470 pelo STF, seja pelo mérito, seja pela sincronia que a fez "coincidir" com as eleições municipais, os acontecimentos seguintes não foram menos ilustrativos do roteiro da nau desgovernada da oposição, desiludida ante suas diáfanas possibilidades eleitorais.

Primeiro em seu ódio contra Lula, atacado por mentiras e por tramas que visam a anulá-lo por vias jurídicas, tentando repetir o episódio de 2012. A venda de uma "crise" no setor elétrico teve clara intenção de sabotar a economia, muito mais que desgastar o governo. Também no quesito econômico, é indisfarçável o desejo oposicionista de que o Brasil padeça consequências nefastas diante da crise capitalista.

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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Inácio Arruda é relator de MP que poderá beneficiar trabalhadores


O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) foi indicado relator da Medida Provisória (MP) 597/2012 que altera a Lei sobre a participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados da empresa. A matéria propõe ainda mudanças na tabela de desconto do Imposto de Renda em benefício aos trabalhadores. A Comissão, que é presidida pelo Senador Waldemir Moka, terá como relator na Câmara o Deputado Luiz Alberto.

“A MP 597 contempla, de forma benéfica, grande parte dos trabalhadores brasileiros, em especial os que recebem PLRs de até R$ 6 mil por ano que passarão a não pagar nada. Um grande avanço nas negociações com as entidades sindicais”, destacou Inácio.

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

A questão do aviso prévio


Pascoal Carneiro*

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu na última quarta-feira (6) que a regra para o pagamento de aviso prévio de até 90 dias vale para todos trabalhadores e trabalhadoras que foram demitidos antes da edição da lei que regulamentou o tema (outubro de 2011).

Entretanto, a decisão do STF deixa muitos trabalhadores demitidos fora do alcance da lei, criando duas situações: uma em que o (a) trabalhador (a) tem direito ao aviso prévio de até 90 dias; e outra que gera dúvidas sobre seus direitos, porque a decisão vale só para ações que já estejam tramitando na Justiça. Não deixa claro como ficará a situação dos trabalhadores e trabalhadoras que foram demitidos e não entraram na justiça.

O julgamento do STF foi sobre a aplicação da Lei 12.506/2011 que institui as novas regras para contagem do tempo do aviso prévio, notadamente o acréscimo de 3 (três) dias para cada ano de serviço na mesma empresa.

Esse é um direito assegurado na Constituição Federal, no capítulo dos Direitos Sociais – incluindo o direito do trabalho – que assegurou ao empregado o Aviso Prévio Proporcional ao tempo de serviço. Trata-se do Art. 7º, inciso XXI da Constituição Federal.

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Santa Maria na Sena Madureira?


Jefferson Tramontini*

Recentemente presenciamos a tragédia ocorrida na boate Kiss, em Santa Maria (RS), que incendiou ceifando a vida de mais de 200 jovens. Após o ocorrido e a grande comoção que, naturalmente, se seguiu, uma onda de fiscalizações e novas legislações sobre casas de espetáculos tem tomado conta do país. Infelizmente foi preciso a dor de toda uma cidade, compartilhada por todo o Brasil, para que algo fosse feito para evitar que essa tragédia se repita.

Ao menos podemos crer que, daqui em diante, teremos mais seguranças nesses locais, onde as pessoas vão para se divertir. Mas será que é apenas em tais estabelecimentos que corremos riscos desse tipo? São inúmeros os locais em que grandes quantidades de pessoas frequentam sem se atentar para a segurança. São mercados, grandes lojas, estádios, shopping centers, igrejas, escolas, bancos, etc.

Em grande parte desses estabelecimentos, para proteger seus lucros, os proprietários instalam um sem número de impedimentos para a saída dos clientes. Em nossas escolas, o que se vê em regra, são estudantes e trabalhadores trancados como em uma cadeia, normalmente com pouca ou nenhuma proteção ou treinamento contra incêndios ou outros incidentes graves.

Tomaremos como exemplo da falta de atenção à segurança das pessoas um prédio localizado no centro de Fortaleza, capital do Ceará. O conhecido Edifício-Sede da Caixa Econômica Federal é um verdadeiro estudo de caso sobre segurança, ou melhor, sobre a falta dela.

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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Assis Melo (PCdoB/RS) propõe fim do banco de horas

Assis Melo (PCdoB/RS)

Na prática, por este “sistema de compensação” os empregadores se apropriam das horas extras trabalhadas, com o argumento que essa jornada a mais será compensada

O deputado Assis Melo (PCdoB-RS), que é metalúrgico e dirigente nacional da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) apresentou à Câmara dos Deputados projeto de lei (PL 4.597/12), no final do mês de outubro, com propósito de extinguir o banco de horas, que é um sistema de compensação de horas extras.

O projeto do deputado gaúcho revoga o parágrafo 2º do artigo 59 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que trata do banco de horas.

Na prática, por este “sistema de compensação” os empregadores se apropriam das horas extras trabalhadas, com o argumento que essa jornada a mais será compensada. Assim, além de não pagar pela hora suplementar ainda decide quando será feita essa compensação. O trabalhador perde nas duas pontas – não recebe pela jornada a mais e só folga por conveniência patronal.

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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

As teorias sobre a "independência e neutralidade" dos sindicatos


George Mavrikos*

As forças reacionárias mudaram globalmente nos últimos 20 anos e o domínio temporário das forças do capital e do reformismo nos níveis político e ideológico ressuscitou velhas teorias sobre a “independência” e a “neutralidade” dos sindicatos. Estas conceções afirmam que a coordenação da luta dos trabalhadores numa orientação de classe limita essa mesma luta, subordina-a a prioridades políticas e encurrala-a em caminhos que não servem os interesses da classe operária de cada país. Naturalmente, as forças do capital e os seus apoiantes nos sindicatos reformistas não ficam satisfeitos apenas com tais conceções, pois também as promovem e apresentam, supostamente, como modernas e progressistas.

Em nenhum caso essas teorias são novas. São velhas teorias. Tais teorias expressaram-se no interior da FSM, mesmo desde o primeiro Congresso, em 1945, em Paris, quando os representantes de alguns sindicatos, em particular os britânicos e os holandeses, exigiram que a FSM permanecesse neutra em relação à questão do colonialismo, usando a desculpa fraudulenta de que “não é uma questão sindical”.

O confronto foi difícil. Os britânicos e os holandeses foram veementemente confrontados por líderes sindicais como o indiano S. A. Dange, o cubano Lazaro Pena, o chinês Liu Chang Cheng, o soviético Kuznetsov e outros. Após a votação, a resolução do Congresso fundador da FSM diz: “teria sido uma vitória incompleta se o povo das colónias e dos territórios de todos os países fossem privados dos seus direitos de auto-determinação e independência nacional”.

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Subjetividade precarizada do professor


Augusto Petta*

Ao receber da própria autora a tese de doutorado “Os impactos das condições de trabalho sobre a subjetividade do professor do ensino superior privado de Campinas”, escrita por Liliana Aparecida de Lima, tomei conhecimento, com surpresa e alegria, de que esse importante trabalho intelectual foi a mim dedicado. Liliana é psicóloga, professora da PUCC, diretora do SINPRO Campinas e região e da APROPUCC. É assídua participante dos cursos nacionais do CES e coordena os seminários de Planejamentos Estratégicos Situacionais em entidades sindicais.

A defesa da tese ocorreu no dia 28 de novembro de 2012, na Faculdade de Educação da UNICAMP e teve como membros da Comissão Julgadora os Professores Doutores Elisabete M.A.Pereira (orientadora), Reginaldo A.Meloni, Luis H.Aguilar, Márcia H. Bernardo e J. Roberto M. Heloani.

Diferentemente de outras, que se referem a temas desvinculados da realidade social, esta tese ultrapassa os muros da Universidade. Contextualiza a expansão do ensino superior privado no Brasil influenciada fortemente pela desregulamentação, financeirização e desnacionalização. Nesse contexto – em que o neoliberalismo deixou marcas profundas, com o ensino transformando-se em mercadoria – que a autora pesquisa as condições de trabalho dos professores do ensino superior privado e como estas condições impactam as subjetividades dos mesmos, tornando-as precarizadas. Os dados revelam números alarmantes: 88% dos professores estão estressados; 76% revelam que o trabalho os retira do lazer, do convívio com a família e com os amigos; 52% estão adoecidos; 52% têm medo de perder o emprego. Mesmo assim, 68% dos professores dizem que não mudariam de profissão.

A autora ressalta o ciclo virtuoso do crescimento da economia brasileira, a partir de 2004, porém ressalta a necessidade de haver reformas estruturais, inclusive da educação, envolvendo a regulamentação da educação privada.  

Evidentemente, as condições precárias de trabalho não atingem só os professores, mas sim o conjunto dos trabalhadores. Nesse sentido, o estudo contribui para a compreensão do novo perfil da classe trabalhadora, compreensão esta que é fundamental para o desenvolvimento das lutas desenvolvidas pelas entidades sindicais. A autora não se restringe a verificar como a mente e os corações dos professores são profundamente afetados, mas também sugere saídas. Afirma que “... para o sofrimento individual, as saídas devem ser coletivas”. E que a mobilização dos professores passa pela luta em defesa da livre organização em seus locais de trabalho.

A tese ressalta que os dramas vivenciados pelos professores são construídos historicamente e vão além da relação com os alunos e, que poderão ser superados na medida em que a educação seja efetivamente transformada, no contexto da efetivação de um projeto nacional de desenvolvimento com distribuição de renda e valorização do trabalho.

Nas atividades de formação que coordeno, quase sempre surge a pergunta: o que fazer para que os trabalhadores e as trabalhadoras se mobilizem em torno dos objetivos das entidades sindicais? Evidentemente, a resposta não é nada fácil, sobretudo numa conjuntura complexa como vivemos hoje. A autora, além de enfatizar a importância da luta por um projeto nacional de desenvolvimento com distribuição de renda e valorização do trabalho, e a necessidade das organizações por locais de trabalho, refere-se também à criação de espaços para que as manifestações subjetivas se manifestem, que as identidades sejam reafirmadas, e que as saídas coletivas sejam efetivadas. Em outras palavras, espaços para que os trabalhadores possam compartilhar o que vivenciam no trabalho, com alegrias, tristezas, doenças, medos, assédios, conquistas, enfim que possam trocar idéias sobre suas vidas.

Agradeço a Liliana pela dedicatória a mim dirigida, desejo que ela continue sua vitoriosa trajetória intelectual e política e que siga a sugestão da banca examinadora de publicar um livro referente ao tema da tese.

*Augusto Petta é coordenador-técnico do Centro Nacional de Estudos Sindicais e do Trabalho – CES

Fonte: CTB

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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Governo isenta Imposto de Renda sobre a PLR


O governo decidiu isentar de Imposto de Renda (IR) a participação nos lucros e resultados (PLR) para trabalhadores que recebem até R$ 6 mil do benefício. A partir de R$6.000,01, foram criadas escalas de alíquotas, de 7,5% até 27,5%, dependendo do valor recebido.

A medida foi anunciada hoje (24) pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, a pedido da presidenta Dilma Rousseff. A mudança da incidência do IR sobre a PLR será feita por medida provisória, que o governo vai publicar na edição de quarta-feira (26) do Diário Oficial da União.

A isenção de Imposto de Renda sobre a participação nos lucros e resultados era uma demanda antiga das centrais sindicais e foi motivo de discussão ao longo do ano entre governo e sindicatos.

Para quem ganha entre R$ 6.000,01 e R$ 9 mil, a incidência do IR será 7,5%, de R$ 9.000,01 a R$ 12 mil, será 15%, e de R$ 12.000,01 a R$ 15 mil, será 22,5%. Acima de R$ 15 mil, será 27,5%, segundo a ministra Gleisi.

A previsão do governo é que a medida tenha impacto de R$ 1,7 bilhão na área fiscal.

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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Libertação da Palestina é estratégica para os trabalhadores e trabalhadoras


A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-RS), que faz parte da organização do Fórum Social Mundial Palestina Livre, realizou na manhã de quinta-feira (29/11), no auditório da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Rio Grande do Sul (SRTE-RS) o debate “A libertação da Palestina é estratégica para os trabalhadores e trabalhadoras”. O evento contou com a presença do embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Al Zeben, que lembrou a importância desta data, uma vez que foi em 29/11/1947 (há exatos 65 anos) o dia em que a Organização das Nações Unidas fez a partilha dos Estados de Israel e da Palestina.

“Para a CTB é uma questão estratégica, na luta dos trabalhadores que querem construir uma sociedade mundial justa e igualitária, a luta pela defesa do Estado Palestino. Por isso estamos organizando e fomentando esse ato político para que o povo palestino tenha a sua pátria e o seu país reconhecido, com liberdade e autonomia”, saudou o presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor no início do debate. “É preciso que a gente compreenda cada vez mais e melhor a situação da Palestina porque assim teremos mais convicção para estarmos agregados a essa importante luta pelo Estado Palestino.”

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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Pela manutenção de empregos, CTB apoia redução das tarifas elétricas


A disputa política em torno da redução da conta de energia elétrica esquentou ainda mais nas últimas 24 horas, quando as estatais Cesp, Cemig e Copel, dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, todos governados pelo PSDB, rejeitaram a proposta de renovação de suas concessões na área de geração, por considerar que as novas regras não garantem o equilíbrio financeiro das empresas.

Embora o governo federal tenha dito que não negociará mais com as estatais que não aderiram a sua proposta para renovação antecipada das concessões, os estados não se deram por vencidos e ameaçam transformar a questão em uma guerra judicial. ”Infelizmente os estados governados pelo PSDB estão se recusando a aderir ao programa de redução das tarifas, colocando os interesses partidários e mesquinhos acima dos interesses gerais da sociedade brasileira. Mas isso não nós surpreende já que os tucanos são os responsáveis pela privataria da energia e de tantas outras”, analisou Divanilton Pereira, dirigente da CTB e da Federação Única dos Petroleiros (FUP).

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Sindicalismo e crise


Nivaldo Santana*

O ano de 2007 marca o início da maior crise do capitalismo desde os anos 30 do século passado. A atual crise é considerada uma das três maiores da história do capitalismo. Ainda não dá para avaliar sua duração, amplitude e profundidade, mas seus efeitos já são devastadores.

A crise começou nos EUA e se agravou com a quebra do Banco Lehman Brothers, em 2008. Depois atingiu a Europa, o Japão e praticamente todo o mundo. Na Europa a situação é mais dramática, com o desmonte do estado de bem-estar social na maioria dos países daquele Continente.

Em resposta a isso, multiplicam-se as greves e mobilizações. A grande greve geral de 14 de novembro em Portugal, Espanha, Itália e Grécia, acompanhada de mobilizações e atos de protestos em praticamente todos os países europeus, exibe um quadro de grande polarização política e social.

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