sábado, 22 de dezembro de 2007

MARTÍRIO?

Não pretendia tocar no assunto da transposição do rio São Francisco, inclusive por não possuir muito conhecimanto sobre o assunto e o projeto. Mas um fato me chamou a atenção, o início e o fim das duas greves de fome promovidas por d. Luiz Flávio Cappio, bispo de Barra (BA). Na primeira, após alguns dias, o governo prometeu maior debate sobre as obras e o bispo voltou a se alimentar normalmente. Nessa segunda edição, após 24 dias e com a negativa do governo em ceder, o bispo acabou com a greve de fome. Me parece que o sacerdote não estava de fato disposto a ir às últimas consequencias em sua luta, o que o tira da condição de candidato a mártir como alguns queriam tratá-lo, inclusive na esquerda. Tomara que essa idéia não vire moda. Correta ou não a transposição, a luta deve ser desenvolvida com o povo e não em uma atitude indidualizada. Uma greve de fome como essa, ao contrário de ajudar na organização do povo, não passa de chantagem.

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MAIS DO MESMO

Mais um feriadão, festas de fim de ano, e a grande imprensa venal brasileira resgata a surrada cantilena. Mais uma vez todos jornalões, emissoras de TV, etc. esforçam-se para retratar a crise aérea. Se a grande imprensa venal for levada ao pé da letra, seremos induzidos (erroneamente) a acreditar que toda a economia do país encontra-se absolutamente parada, porque os aviões estão atrasados. Primeiramente devemos desmistificar esse ponto. Atrasos constantes na aviação geram problemas, mas nem de longe afetam o país como um todo. Outro aspecto diz respeito aos passageiros. Enquanto os ricos reclamam porque tem "seres inferiores" no mesmo vôo que eles, a classe média, que agora voa devido à relativa queda nos preços das passagens, acredita na ladainha de que a culpa é simplesmente do governo (ie. a culpa é do operário Lula). Mas e as empresas do setor? A grande responsabilidade do governo nessa confusão toda, que só tem jogado água no moinho de golpistas, é não aplicar nenhuma penalidade aos empresários. Ao contrário, o governo federal tem feito de tudo para ajudar as companhias aéreas em "dificuldade" (ie. dívidas com o próprio governo). As filas nos aeroportos devem ser cobradas dos empresários, que enchem os bolsos com o dinheiro das passagens a mais vendidas. E quando o governo vai tomar uma atitude que não seja covarde? Aliás não só contra as companhias aéreas, mas contra bancos, imprensa, etc. etc.

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segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

CTB NA ORGANIZAÇÃO DOS OPERÁRIOS DA BS COLWAY

Nessa segunda (17/12) a BS Colway Pneus anunciou a demissão de 700 funcionários, a empresa já havia demitido outros 500 anteriormente. Com isso completa-se a demissão de todos os 1.200 empregados da fábrica de remoldados em Piraquara-PR.

A medida foi tomada pela empresa após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, atendendo ao desejo das gigantes transnacionais do setor, proibiu a importação de pneus usados da Europa.

Os companheiros da coordenação paranaense da recém-fundada Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) compareceram ao ato em Piraquara, propuseram e organizaram uma passeata com os operários demitidos e os assistidos pelos projetos sociais mantidos pela empresa.

A passeata bloqueou as duas pistas da rodovia próxima à fábrica por aproximadamente meia hora. Em protesto, os trabalhadores pediram a manutenção do sustento de suas famílias, contra a decisão judicial que só favoreceu mega-empresários.

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