quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

MAIS UMA DO MINISTRO NEOLIBERAL

Claro que vindo do governo Lula, contraditório como é, as medidas para compensar a perda da arrecadação devido ao fim da CPMF não poderiam prejudicar apenas os que tem mais.

A União perdeu R$38 bilhões da CPMF, o governo pretende compensar R$10 bilhões com o aumento das alíquotas do IOF e da CSLL, outros R$10 bilhões com aumento de arrecadação derivado do crescimento econômico e R$20 bilhões cortando gastos nos três poderes.

Como o executivo não tem poder para mudar o orçamento do legislativo, onde a oposição conservadora derrubou a CPMF, e do judiciário, com o velho jogo de cartas marcadas, o corte deverá ser quase totalmente no executivo mesmo, ou seja, serão prejudicados os serviços prestados ao povo, como saúde e previdência e, mais uma vez, os servidores públicos. O ministro neoliberal Paulo Bernardo já anunciou que serão cancelados concursos e que os próximos reajustes serão revistos. Com isso vai por água abaixo a política de recomposição do Estado Brasileiro.

Não é a primeira vez que o ministro neoliberal Paulo Bernardo comanda um processo de desmanche de serviços públicos e penaliza os servidores, basta verificar o que foi feito em Londrina-PR e no estado do Mato Grasso do Sul.

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RICOS NÃO QUEREM PAGAR IMPOSTO

Com o fim da CPMF, sepultada pelo Senado Federal, o governo Lula decidiu adotar medidas compensatórias para a arrecadação mais interessantes, mas sem deixar de ser contraditórias, como tudo que esse governo faz.

Foi aumentada a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em 0,38pp. O número, apesar de coincidente com a extinta CPMF não representa os mesmos valores e nem afeta todas as operações. Rapidamente a grande imprensa venal brasileira destilou suas mentiras, insistindo na tese do “aumento de carga tributária”. Todas as emissoras e jornalões martelaram que o aumento incidiria, por exemplo, sobre os financiamentos habitacionais, o que afetaria os mais pobres. A afirmação foi desmentida pelo governo, mas como a preocupação dos paladinos de nossa imprensa é com seus grandes gastos com cartão de crédito, esses sim aumentados, nenhum veículo de comunicação se retratou.

Outro tributo com a alíquota aumentada foi a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), apenas para as instituições financeiras, passou de 9% para 15%. Apesar de tímida, essa medida começa finalmente a tributar os mais ricos. Com isso 15% dos muitos bilhões que vêm sendo embolsados pelos banqueiros às custas da extorsão do povo reverterá para os cofres da União.

Obviamente a oposição conservadora e a grande imprensa venal foram ao ataque. A alegação é que este “custo” a mais dos bancos será repassado aos clientes. Isso dependerá do governo federal, que detém o controle dos dois maiores bancos em número de clientes, o BB e a CEF. Se os bancos federais não repassarem os bancões privados também não poderão faze-lo, sob pena de perder clientes, o que seria feito dentro das regras do “deus-mercado”.

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2ª ENQUETE DE CLASSE

Encerrou em 31 de dezembro a 2ª Enquete de Classe desse blog.

A pergunta foi:

Com o fim da CPMF, o que irá acontecer?

4 internautas votaram sendo

1 (25%) que "O governo Lula vai finalmente reduzir o superávit primário"

1 (25%) que "Será criado um novo imposto para substituí-la"

1 (25%) que “O governo irá aumentar impostos que afetam os ricos”

1 (25%) que “O governo irá aumentar impostos que afetam os pobres”

Como vimos, votação extremamente dividida, pois ainda pairavam grandes dúvidas sobre o que o governo faria.

Agradecimentos àqueles companheiros que responderam a Enquete de Classe.

Nessa semana estará no ar nova pergunta.

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