domingo, 10 de fevereiro de 2008

CTB MOBILIZADA NA CAMPANHA PELA REDUÇÃO DA JORNADA

Mobilização total para o lançamento da campanha pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários no dia 11

As centrais sindicais lançarão segunda-feira (11) a campanha pela redução da jornada de trabalho, sem redução de salários. O ato principal será na cidade de São Paulo, às 10hs, na Praça Ramos — região central. Em outras cidades também haverá atos de lançamento da campanha. A data foi escolhida pelas centrais por conta do início dos trabalhos no Congresso Nacional. A idéia é pressionar pela aprovação constitucional da redução da jornada de trabalho, sem redução de salários. Na ocasião, será massificado o abaixo-assinado que visa a intensificação da campanha.

A CTB convoca todos os trabalhadores e as trabalhadoras do Brasil a unir forças na campanha. E conclama os sindicatos classistas a organizarem uma ampla participação nos atos e na coleta de assinaturas. A PEC 393/01, que reduz de 44 para 40 horas a jornada de trabalho semanal, no primeiro ano, e para 35 horas, dois anos depois da primeira redução além de prever um aumento das horas extras, já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Construção de novos postos de trabalho

Para o presidente da CTB, Wagner Gomes, essa batalha é justa. “Em primeiro lugar, um menor número de horas trabalhadas significa melhor distribuição da riqueza produzida. É a idéia de menos horas de trabalho, mais gente trabalhando e obtendo renda — melhorando, assim, o acesso ao consumo. E, em segundo lugar, porque essa é uma forma de não ficarmos de fora dos benefícios proporcionados pelo crescimento da economia”, diz ele.

Não deixe de participar! Dê sua contribuição pela valorização da classe trabalhadora e pela geração de novos postos de trabalho no Brasil!

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TRABALHAR MAIS DE 40 HORAS POR SEMANA FAZ MAL À SAÚDE

Uma pesquisa do governo de Barcelona concluiu que uma jornada de trabalho de mais de 40 horas semanais causa danos físicos e emocionais à saúde, principalmente no caso das mulheres.

O estudo, que será publicado nesta semana na revista "Scandinavian Journal of Work, Environment & Health", indicou que o excesso de horas de trabalho tem conseqüências como ansiedade, depressão e problemas cardíacos.

Os pesquisadores acompanharam 2.792 pessoas de diversas profissões e classes sociais durante um ano.

A Agência de Saúde Pública de Barcelona concluiu que as mulheres são as mais prejudicadas porque acumulam mais funções entre casa e trabalho e "emocionalmente respondem pior à pressão".

Sono e ansiedade

De acordo com os cientistas, uma longa jornada de trabalho, a partir de 40 horas por semana, afeta os homens principalmente por meio de distúrbios no sono.

Já as mulheres mostram mais sintomas como hipertensão, ansiedade, aumento de probabilidade de fumar, restrição de outras atividades de ócio e de prática de exercício e uma insatisfação geral. Também foram observados transtornos psíquicos e hormonais.

A pesquisa chamada Perspectiva de gênero na análise da relação entre longas jornadas de trabalho, saúde e percepção do próprio estado de saúde, demonstrou que os homens têm cargas horárias maiores: 30,4% deles disseram trabalhar por mais de 40 horas, contra 17,1% de mulheres.

Mas as trabalhadoras dividem mais o tempo entre as tarefas domésticas e o trabalho fora de casa: 34,4% contra 9,2% de homens.

Classe

Em relação ao nível sócio-econômico, as mulheres de classes mais baixas são as que trabalham mais horas.

No caso dos homens é o contrário. Quanto mais alto o cargo de responsabilidade e o status salarial, maior é a carga horária. Na mesma proporção aumentam os riscos de problemas de saúde, já que segundo o estudo, são trabalhadores que dormem menos de seis horas ao dia.

Horas extras e falta de condições adequadas (baixos salários, excesso de pressão, carência de materiais, ambiente ruim) afetam a saúde das mulheres de pior qualificação profissional, principalmente do setor de serviços, segundo a pesquisa.

"As funcionárias de comércios, pequenas empresas, indústrias, bares e restaurantes são o coletivo mais vulnerável que precisaria de maior atenção pública em atividades de prevenção", afirmaram os cientistas.

O estudo indicou ainda que as mulheres separadas e divorciadas triplicam as horas de trabalho comparadas com os homens no mesmo estado civil.

Anelise Infante – BBC Brasil

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O PATRÃO QUE O BRASIL NÃO PRECISA

Há alguns anos, antes de ser eleito vice de Lula, o então senador por MG José Alencar foi protagonista de uma série de propagandas do então Partido Liberal (PL), hoje Partido da República (PR).

As peças publicitárias mostravam as unidades fabris de sua propriedade, o grupo Coteminas, e seus funcionários. Apresentava os programas educacionais oferecidos aos empregados e suas famílias, programas de saúde, etc., tudo bancado pelo chamado “patrão que o Brasil precisa”.

Além do fato de que trabalhador não precisa do patrão, apenas o patrão do trabalhador, a realidade não é bem a apresentada.

Recentemente, nas unidades da Coteminas em Blumenau-SC, ocorreram diversos confrontos e perseguições a operários e sindicalistas quando das demissões sumárias apenas para garantir os lucros elevados daquele patrão que ninguém precisa.

Agora, em Montes Claros-MG, novamente a Coteminas, de propriedade do vice-presidente José Alencar (PR/MG), investe contra os operários. A empresa ameaça demitir cerca de 800 empregados devido a “ajustes modernizadores”. Mais uma daquelas expressões lindas do jargão empresarial para escamotear a verdade, que para lucrar cada vez mais, o patrão sempre investe contra os operários.

Infelizmente, em Montes Claros, os operários têxteis não podem contar com seu sindicato, dirigido pela Força Sindical, que parece mais interessado em seus compromisso com o patrão.

Mas a Oposição Classista, ligada à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) está firme organizando a resistência às demissões.

Nos últimos dias vimos duas grandes vitórias. Em Caxias do Sul-RS, o Sindicatos dos Metalúrgicos, filiado à CTB, conseguiu reintegrar um dirigente sindical demitido arbitrariamente pela Fras-Le. E em São José dos Pinhais-PR, a comissão de fábrica da Renault, composta por companheiros da CTB, junto com a fração classista da direção do sindicato, que tem maioria da Força Sindical, conseguiu impedir as demissões de todos os membros da comissão de fábrica. Que essas vitórias recentes sirvam para animar o espírito de combate dos companheiros mineiros para impedir mais esse crime patronal, cometido em nome do lucro.

Mais detalhes você consegue com o camarada Ramon Fonseca no blog Os sonhos não envelhecem.

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