sábado, 5 de abril de 2008

CARTEIROS NÃO ACEITAM SEREM PASSADOS PARA TRÁS

Os empregados dos Correios iniciaram mais uma vitoriosa greve em 1 de abril.

Após a ECT e o Ministério das Comunicações (governo) não terem cumprido o acordo firmado na última campanha salarial da categoria, os trabalhadores decidiram iniciar uma greve nacional pelo cumprimento do acordo de 2007 que, entre outros pontos, garante o pagamento do adicional de risco aos carteiros.

A ECT tentou enganar a população afirmando que a minoria estava em greve, mas a força dos companheiros dos Correios demonstrou mais uma vez a verdade. Com quase todas as áreas da empresa paradas, com a distribuição de correspondências e encomendas praticamente inexistente, o governo teve que negociar e.

Esperamos que, dessa vez, o governo cumpra o acordo, apesar da tesoura alucinada do ministro neoliberal Paulo Bernardo, que cortou mais R$20 milhões do orçamento, e do ministro das comunicações da Globo, Hélio Costa.

Estão de parabéns os empregados dos Correios, que não aceitaram a enganação do governo e da empresa e exigiram seus direitos.

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OPINIÃO DA GLOBO SOBRE O GOLPE DE 1964

O blog Vi o Mundo, do jornalista Luiz Carlos Azenha, “republicou” o editorial do jornal O Globo do dia 02 de abril de 1964, ou seja, no dia seguinte ao golpe militar. O texto mostra bem como se comportavam as empresas de comunicação brasileiras na época. Foram instrumentos decisivos para o convencimento da classe média conservadora e para a construção do apoio ao golpe. Lembremos que a concessão de TV da Globo foi concedida em 1965, pelos militares. Não é a toa que, segundo azenha, “para O Globo em 1º de abril de 1964 nascia um paraíso na terra.

E diziam que era a garantia da democracia, vê se pode. O que aconteceu após o golpe dos fardados, bancados por Washington, todos sabem. Ao que parece, e quem ler perceberá isso, as grandes empresas de comunicação continuam fazendo jus ao termo PIG (Partido da Imprensa Golpista).

OPINIÃO DA GLOBO SOBRE O GOLPE DE 1964

“RESSURGE A DEMOCRACIA”

Editorial do jornal O Globo – 2 de abril de 1964

Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculações políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas, que obedientes a seus chefes demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do Governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições.

Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ser a garantia da subversão, a escora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade, não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada.

Agora, o Congresso dará o remédio constitucional à situação existente, para que o País continue sua marcha em direção a seu grande destino, sem que os direitos individuais sejam afetados, sem que as liberdades públicas desapareçam, sem que o poder do Estado volte a ser usado em favor da desordem, da indisciplina e de tudo aquilo que nos estava a levar à anarquia e ao comunismo.

Poderemos, desde hoje, encarar o futuro confiantemente, certos, enfim, de que todos os nossos problemas terão soluções, pois os negócios públicos não mais serão geridos com má-fé, demagogia e insensatez.

Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares, que os protegeram de seus inimigos. Devemos felicitar-nos porque as Forças Armadas, fiéis ao dispositivo constitucional que as obriga a defender a Pátria e a garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem, não confundiram a sua relevante missão com a servil obediência ao Chefe de apenas um daqueles poderes, o Executivo.

As Forças Armadas, diz o Art. 176 da Carta Magna, "são instituições permanentes, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade do Presidente da República E DENTRO DOS LIMITES DA LEI."

No momento em que o Sr. João Goulart ignorou a hierarquia e desprezou a disciplina de um dos ramos das Forças Armadas, a Marinha de Guerra, saiu dos limites da lei, perdendo, conseqüentemente, o direito a ser considerado como um símbolo da legalidade, assim como as condições indispensáveis à Chefia da Nação e ao Comando das corporações militares. Sua presença e suas palavras na reunião realizada no Automóvel Clube, vincularam-no, definitivamente, aos adversários da democracia e da lei.

Atendendo aos anseios nacionais, de paz, tranqüilidade e progresso, impossibilitados, nos últimos tempos, pela ação subversiva orientada pelo Palácio do Planalto, as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-os do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal.

Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais. Aliaram-se os mais ilustres líderes políticos, os mais respeitados Governadores, com o mesmo intuito redentor que animou as Forças Armadas. Era a sorte da democracia no Brasil que estava em jogo.

A esses líderes civis devemos, igualmente, externar a gratidão de nosso povo. Mas, por isto que nacional, na mais ampla acepção da palavra, o movimento vitorioso não pertence a ninguém. É da Pátria, do Povo e do Regime. Não foi contra qualquer reivindicação popular, contra qualquer idéia que, enquadrada dentro dos princípios constitucionais, objetive o bem do povo e o progresso do País.

Se os banidos, para intrigarem os brasileiros com seus líderes e com os chefes militares, afirmarem o contrário, estarão mentindo, estarão, como sempre, procurando engodar as massas trabalhadoras, que não lhes devem dar ouvidos. Confiamos em que o Congresso votará, rapidamente, as medidas reclamadas para que se inicie no Brasil uma época de justiça e harmonia social. Mais uma vez, o povo brasileiro foi socorrido pela Providência Divina, que lhe permitiu superar a grave crise, sem maiores sofrimentos e luto. Sejamos dignos de tão grande favor.

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terça-feira, 25 de março de 2008

TIBETE: VERDADES E MENTIRAS

Nas últimas semanas, muitas têm sido as manifestações de governos, jornalistas e intelectuais “independentes”, ONGs de todo tipo e até mesmo atletas sobre os recentes acontecimentos na região autônoma do Tibete, na China.

O que se vê, por intermédio dos meios de comunicação dominantes, é um massacre perpetrado pela China contra o povo tibetano que deseja sua independência.

Qualquer um que se preocupe em refletir sobre realidades duvida das “verdades” apresentadas pelo pensamento único dominante.

Portanto, nesse momento em que em uníssono, os instrumentos do status quo proclamam uma única “verdade”, cabem diversos questionamentos.

Quem é o “pacifista” Dalai Lama? Quem “elegeu” o tal governo exilado comandado pelo Dalai Lama? O Tibete é mesmo um país ocupado pelos chineses? Os tibetanos são mesmo oprimidos pelo governo central da China? Os religiosos são perseguidos? Os EUA e a UE estão mesmo preocupados com os direitos humanos? Entre muitas outras perguntas, naturalmente.

Aparentemente, mais uma vez, por trás de palavras bonitas e humanitárias estão os conflitos políticos e econômicos. A China amedronta o ocidente capitalista. O dragão é cada vez mais agressivo, vencendo os ocidentais, inclusive em seu próprio jogo, o mercado. O que provoca o medo nas potências imperialistas é que o dragão é vermelho.

Aproximam-se os jogos olímpicos de Pequim, imensa oportunidade para os chineses demonstrarem ao mundo suas qualidades, capacidades e realizações. Por isso, da mesma maneira que os boicotes foram utilizados como armas na dita guerra fria, as potências imperialistas e seus intelectuais e atletas “independentes” ensaiam boicotes aos jogos de Pequim sob o falso pretexto dos direitos humanos, que essas mesmas potências jamais respeitaram.

Para entender melhor o assunto, e poder responder às perguntas levantadas aqui e outras, recomendo a leitura dos textos:

Elias Jabbour: História, interesses e verdades sobre o Tibete

Duarte Pereira: Os mitos e os fatos concretos sobre o Tibete

Humberto Alencar: Quem é o “pacifista” Dalai Lama

China protesta contra EUA por condecoração ao Dalai Lama

Dalai Lama vai a Portugal para “ensinar e sorrir”

Resistir.info: CIA: Fomos nós que preparamos a insurreição no Tibete

Vermelho: Ofensiva antiolímpica do separatismo no Tibete

Vídeo: Quem são os brutos e os pacíficos no Tibete



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