sábado, 5 de abril de 2008

6ª ENQUETE DE CLASSE

Encerrou em 31 de março a 6ª Enquete de Classe desse blog.

A pergunta foi:

Você é favorável à redução da jornada de trabalho?

12 companheiros opinaram,

10 (83%) que "Sim"

0 (00%) que "Não"

2 (16%) que "Preciso me informar melhor"

A imensa maioria é favorável e é esse também o sentimento que sentimos nas ruas, ao colher assinaturas para o abaixo-assinado da campanha unificada das centrais sindicais. Apesar de ainda existirem dúvidas, inclusive por parte de dirigentes sindicais; apesar da propaganda mentirosa dos patrões, o povo trabalhador sabe que reduzir a jornada é gerar empregos.

Agradecimentos àqueles companheiros que responderam a Enquete de Classe.

E respondam a nova pergunta.

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CARTEIROS NÃO ACEITAM SEREM PASSADOS PARA TRÁS

Os empregados dos Correios iniciaram mais uma vitoriosa greve em 1 de abril.

Após a ECT e o Ministério das Comunicações (governo) não terem cumprido o acordo firmado na última campanha salarial da categoria, os trabalhadores decidiram iniciar uma greve nacional pelo cumprimento do acordo de 2007 que, entre outros pontos, garante o pagamento do adicional de risco aos carteiros.

A ECT tentou enganar a população afirmando que a minoria estava em greve, mas a força dos companheiros dos Correios demonstrou mais uma vez a verdade. Com quase todas as áreas da empresa paradas, com a distribuição de correspondências e encomendas praticamente inexistente, o governo teve que negociar e.

Esperamos que, dessa vez, o governo cumpra o acordo, apesar da tesoura alucinada do ministro neoliberal Paulo Bernardo, que cortou mais R$20 milhões do orçamento, e do ministro das comunicações da Globo, Hélio Costa.

Estão de parabéns os empregados dos Correios, que não aceitaram a enganação do governo e da empresa e exigiram seus direitos.

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OPINIÃO DA GLOBO SOBRE O GOLPE DE 1964

O blog Vi o Mundo, do jornalista Luiz Carlos Azenha, “republicou” o editorial do jornal O Globo do dia 02 de abril de 1964, ou seja, no dia seguinte ao golpe militar. O texto mostra bem como se comportavam as empresas de comunicação brasileiras na época. Foram instrumentos decisivos para o convencimento da classe média conservadora e para a construção do apoio ao golpe. Lembremos que a concessão de TV da Globo foi concedida em 1965, pelos militares. Não é a toa que, segundo azenha, “para O Globo em 1º de abril de 1964 nascia um paraíso na terra.

E diziam que era a garantia da democracia, vê se pode. O que aconteceu após o golpe dos fardados, bancados por Washington, todos sabem. Ao que parece, e quem ler perceberá isso, as grandes empresas de comunicação continuam fazendo jus ao termo PIG (Partido da Imprensa Golpista).

OPINIÃO DA GLOBO SOBRE O GOLPE DE 1964

“RESSURGE A DEMOCRACIA”

Editorial do jornal O Globo – 2 de abril de 1964

Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculações políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas, que obedientes a seus chefes demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do Governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições.

Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ser a garantia da subversão, a escora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade, não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada.

Agora, o Congresso dará o remédio constitucional à situação existente, para que o País continue sua marcha em direção a seu grande destino, sem que os direitos individuais sejam afetados, sem que as liberdades públicas desapareçam, sem que o poder do Estado volte a ser usado em favor da desordem, da indisciplina e de tudo aquilo que nos estava a levar à anarquia e ao comunismo.

Poderemos, desde hoje, encarar o futuro confiantemente, certos, enfim, de que todos os nossos problemas terão soluções, pois os negócios públicos não mais serão geridos com má-fé, demagogia e insensatez.

Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares, que os protegeram de seus inimigos. Devemos felicitar-nos porque as Forças Armadas, fiéis ao dispositivo constitucional que as obriga a defender a Pátria e a garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem, não confundiram a sua relevante missão com a servil obediência ao Chefe de apenas um daqueles poderes, o Executivo.

As Forças Armadas, diz o Art. 176 da Carta Magna, "são instituições permanentes, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade do Presidente da República E DENTRO DOS LIMITES DA LEI."

No momento em que o Sr. João Goulart ignorou a hierarquia e desprezou a disciplina de um dos ramos das Forças Armadas, a Marinha de Guerra, saiu dos limites da lei, perdendo, conseqüentemente, o direito a ser considerado como um símbolo da legalidade, assim como as condições indispensáveis à Chefia da Nação e ao Comando das corporações militares. Sua presença e suas palavras na reunião realizada no Automóvel Clube, vincularam-no, definitivamente, aos adversários da democracia e da lei.

Atendendo aos anseios nacionais, de paz, tranqüilidade e progresso, impossibilitados, nos últimos tempos, pela ação subversiva orientada pelo Palácio do Planalto, as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-os do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal.

Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais. Aliaram-se os mais ilustres líderes políticos, os mais respeitados Governadores, com o mesmo intuito redentor que animou as Forças Armadas. Era a sorte da democracia no Brasil que estava em jogo.

A esses líderes civis devemos, igualmente, externar a gratidão de nosso povo. Mas, por isto que nacional, na mais ampla acepção da palavra, o movimento vitorioso não pertence a ninguém. É da Pátria, do Povo e do Regime. Não foi contra qualquer reivindicação popular, contra qualquer idéia que, enquadrada dentro dos princípios constitucionais, objetive o bem do povo e o progresso do País.

Se os banidos, para intrigarem os brasileiros com seus líderes e com os chefes militares, afirmarem o contrário, estarão mentindo, estarão, como sempre, procurando engodar as massas trabalhadoras, que não lhes devem dar ouvidos. Confiamos em que o Congresso votará, rapidamente, as medidas reclamadas para que se inicie no Brasil uma época de justiça e harmonia social. Mais uma vez, o povo brasileiro foi socorrido pela Providência Divina, que lhe permitiu superar a grave crise, sem maiores sofrimentos e luto. Sejamos dignos de tão grande favor.

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