quarta-feira, 30 de abril de 2008

CTB/PR CONVOCA GREVE GERAL PELA REDUÇÃO DA JORNADA

Em seu encontro Estadual de Fundação, realizado no último 25 de abril, a seção paranaense da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-PR), além de referendar as bandeiras nacionais que já haviam sido debatidas no Congresso da CTB em Belo Horizonte, também incluiu novas bandeiras e proposições ao Plano de lutas da Central.

A primeira novidade do dia foi a unânime aprovação de uma moção de repúdio ao governador do Mato Grosso, Blairo Maggi (PR-/MT), um dos maiores latifundiários do país, que recentemente declarou que a solução para a crise de alimentos está na ampliação do desmatamento da Amazônia. A CTB/PR reafirmou, assim, seu compromisso com o desenvolvimento voltado aos interesses do povo trabalhador e, por isso, é necessário colocar na ordem do dia a preservação ambiental, em especial da Amazônia, alvo constante de ataques do imperialismo.

Além da discussão de conjuntura, comandada pelo vice-presidente nacional da CTB, Nivaldo Santana, o debate acerca do Plano de Lutas aprofundou temas que já vinham se desenvolvendo desde o início do processo de construção da Central.

Alguns pontos merecem destaque, como a defesa da compulsoriedade e do caráter tributário da contribuição sindical; a luta imediata pela extinção do fator previdenciário; a defesa da manutenção das aposentadorias especiais; a extensão da previdência pública e justa também aos assalariados rurais e agricultores familiares e; o combate firme contra as famigeradas fundações públicas de direito privado que significam, na prática, a privatização dos serviços públicos.

Mas o maior alvoroço foi provocado pela proposta de convocação, conjuntamente às demais centrais, de uma greve geral pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários. O dia proposto é 28 de maio, data acordada entre as centrais para mobilizações conjuntas.

“A proposta da CTB/PR é ir além das manifestações, é construir uma megaparalisação de todas as categorias para obrigar o congresso nacional a aprovar a redução da jornada”, afirmou José Agnaldo Pereira, eleito presidente estadual da CTB. Ademir Mueller, presidente da FETAEP e vice-presidente da CTB/PR, destacou a necessidade da luta pela redução da jornada de trabalho chegar também ao campo, “não dá para conviver mais com trabalhador morrendo no campo devido à estafante jornada de trabalho”, disse.

Mario Ferrari, presidente do Sindicato dos Médicos e secretário de Saúde da CTB/PR, concordou com a proposta, salientando que, “as categorias diferenciadas e os profissionais liberais também são beneficiados diretamente com a redução da jornada, portanto, esta é uma luta fundamental a todos”. Para Jefferson Tramontini, diretor do Sindicato dos Bancários de Curitiba e secretário de Imprensa da CTB/PR “o patronato está se armando não só para impedir aredução da jornada de trabalho, mas para eliminar todos os diretos arduamente conquistados pelos trabalhadores, por isso é necessário o enfrentamento, mostrando a força do povo trabalhador em uma greve nacional unificada dia 28 de maio.

Estas foram algumas das propostas aprovadas no Encontro Estadual da CTB/PR e que fazem parte de seu Plano de Lutas:

- Ampliar a luta unificada pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários;

- Convocar, em conjunto com as demais centrais sindicais, uma greve geral pela redução da jornada de trabalho, com indicativo para o dia 28 de maio de 2008;

- Extensão da jornada de trabalho de 40 horas semanais também aos trabalhadores rurais;

- Combate às terceirizações e todas as formas de precarização do trabalho;

- Luta pela ratificação imediata da Convenção 151 da OIT, que garante o direito à negociação coletiva aos servidores públicos;

- Luta pela ratificação imediata da Convenção 158 da OIT, que impede a demissão imotivada;

- Luta contra o trabalho escravo e semelhantes;

- Defesa intransigente da unicidade sindical;

- Defesa da compulsoriedade e da natureza tributária da contribuição sindical;

- Pela ultratividade dos acordos e convenções coletivas de trabalho;

- Luta aprovação da PEC nº 29;

- Pela extinção do fator prvidenciário;

- Previdência pública e justa aos trabalhadores assalariados rurais e agricultores familiares;

- Pela manutenção das aposentadorias especiais;

- Reforma agrária ampla e com crédito fundiário facilitado;

- Combate às fundações públicas de direito privado, que têm por objetivo, na prática, a privatização dos serviços públicos.


Confira o estatuto da CTB-Paraná

Veja a direção eleita



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CTB REALIZA 9 ENCONTROS ESTADUAIS DE FUNDAÇÃO

Este útlimo final de semana, dias 26 e 27 de março, foi especial para a Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Em São Paulo, no Paraná, em Mato Grosso, em Mato Grosso Sul, na Paraíba, em Pernambuco, no Ceará, no Maranhão e no Distrito Federal ocorreram congressos de fundação da central.

Em São Paulo, diversos sindicatos de peso paraticiparam da fundação da central. Entre eles estavam o Sintaema, o Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto, o Sinpro de Campinas e o Sinpro de Sorocaba.

''A CTB realizou seu congresso há menos de um ano e já conseguiu fazer seu processo de legalização em três meses e São Paulo deu uma contribuição decisiva'', diz Helifax Pinto, presidente do Sintaema e um dos organizadores do encontro paulista.

No Paraná, o encontro reuniu cerca de 250 sindicatos rurais na base. A Fetiep (Federação dos Trabalhadores na Indústria do Estado do Paraná), que representa cerca 280 mil trabalhadores nas indústrias paranaenses e tem 32 sindicatos filiados e o Sintrafucarb (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Fumo, Bebidas e Chocolates), que reúne outros 7 mil trabalhadores, participaram do encontro de fundação.

A central no estado terá forte presença dos trabalhadores rurais e industriais, além dos prestadores de serviços e profissionais liberais. Significa, na prática, a unidade dos trabalhadores do campo e da cidade, antigo sonho dos classistas.

O encontro em Mato Grosso reuniu dezenas de sindicalistas, representando sindicatos filiados à central em Cuiabá, Várzea Grande, Sinop e Barra do Garças. A dirigente nacional da CTB, Marilene Betros (Aplb-BA), prestigiou o evento, proferindo palestra sobre a história do sindicalismo brasileiro e contribuindo nos encaminhamentos do evento.

Ao final do encontro, os delegados e delegadas matogrossenses aprovaram duas moções. Uma de apoio ao Sindicato dos Jornalistas, em campanha salarial e enfrentando o descaso dos ''barões'' da imprensa local, e a outra em repúdio ao ministro e presidente do Superior Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, por suas hostilidades aos movimentos sociais.

Na Paraíba, a fundação da CTB estadual contou com 130 delegados e 27 sindicatos. O Sindicalista José Gonçalves, presidente do Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Patos e Região (Sinfemp), um dos responsáveis pelo êxito do encontro, destacou que ''a CTB já nasce grande'', ao se referir aos 37 sindicatos que já aderiram à central e à abrangência estadual da entidade.

José do Nascimento Coelho, presidente do Sindicato dos Comerciários de Campina Grande e Região, destacou que ''a CTB vem para lutar pela unidade dos trabalhadores e levar avante bandeiras de lutas unitárias, a exemplo da campanha pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário''.

“A CTB tem como principal meta a construção de um novo projeto sindical para o Brasil, com um sindicalismo mais classista e democrático. Norteado pela visão de um futuro socialista”, afirmou Valéria Silva, no encontro da CTB em Pernambuco. De acordo com ela, a nova central surge para fortalecer as classes trabalhadoras no estado e contribuir significativamente na luta pela ampliação dos direitos dos trabalhadores.

O encontro maranhense contou com a presença de cerca de 20 sindicatos e aproximadamente 150 delegados. Durante o Congresso foi definido o plano de lutas estadual da central. O destaque se deu para a campanha da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais.

''A CTB-MA já está se articulando com outras centrais sindicais estaduais para coletar um milhão de assinaturas em um abaixo-assinado a favor da redução da jornada de trabalho para ser entregue ao Congresso Nacional”, comentou Júlio Guterres, da diretoria do Sinproesemma.

Cerca de 100 delegados de diversos segmentos do movimento sindical do Distrito Federal e da Região do Entorno, participaram do encontro de fundação da CTB candanga.A boa notícia ficou por conta do presidente do Sindipol (Sindicato dos policiais) , Luís Cláudio, que revelou a intenção de debater na entidade a filiação à CTB.

Ele também disse reconhecer que a proposta política da CTB vem ao encontro do que pensa sobre o movimento sindical. Ele tambpem informou que o Sindipol foi filiado à outra central, mas desfiliou-se por discordar dos rumos políticos que a entidade tomou.

“Os policiais federais não aceitam mais estar a serviço de governos. O papel da PF é o de polícia cidadã, a serviço da sociedade e não de momentos políticos conjunturais”, disse.

Fonte: Portal CTB

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sábado, 26 de abril de 2008

FUNDADA A CTB-PARANÁ

Dezenas de sindicatos de trabalhadores paranaenses iniciaram na sexta-feira (25) o encontro de fundação da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) no Estado. O esforço inaugural contou com a participação de federações urbanas e rurais e sindicatos independentes. Lideranças nacionais da central prestigiam o encontro, que acontece no auditório da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep).

O evento está sendo organizado pela Fetaep (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná), que reúne cerca de 250 sindicatos rurais na base; pela Fetiep (Federação dos Trabalhadores na Indústria do Estado do Paraná), que representa cerca 280 mil trabalhadores nas indústrias paranaenses e tem 32 sindicatos filiados; e, pelo Sintrafucarb (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Fumo, Bebidas e Chocolates), que reúne outros 7 mil trabalhadores. A Central terá forte presença dos trabalhadores rurais e industriais, além dos prestadores de serviços e profissionais liberais. Significará na prática a unidade dos trabalhadores do campo e da cidade, antigo sonho dos classistas.

A CTB paranaense fez um balanço da sua participação na campanha pela redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais; divulgou o resultado da pressão que ajudou a fazer nesta semana no Congresso Nacional; e convocou uma megaparalisação dos trabalhadores para o mês de maio. No mesmo encontro, a entidade sindical também elegeu sua diretoria.

José Agnaldo Pereira, um dos coordenadores do evento, disse que a CTB nasce no calor da luta em defesa dos trabalhadores, como é o caso da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Ele informa que entidade que dirige deverá reforçar a convocação de uma megaparalisação no mês de maio. "Vamos debater a data, mas creio que o dia 28 de maio é quase certo", adianta o dirigente sindical.

Projeto unitário

Além da manifestação para mês que vem, José Agnaldo propõe a realização de uma nova Conferência da Classe Trabalhadora (Conclat), que unifique as centrais sindicais em torno de um projeto unitário de país soberano e democrático. Ele diz ainda que apesar da existência de várias centrais, "os classistas defendem a unicidade sindical na base".

A CTB que nasce no Paraná, segundo Célio "Bolinha" Neves, do Sindicato das Indústrias o Fumo, Doces e Bebidas (Sintrafucarb), seguindo diretrizes nacionais, será democrática, classista e independente dos patrões, de governos e dos partidos políticos. "A CTB defenderá um projeto unitário que vise o desenvolvimento com soberania e valorização do trabalho. Uma central de luta, sem hegemonismo desta ou daquela corrente política. Uma central que vislumbre o socialismo como perspectiva da classe trabalhadora e que coloque as mulheres no mesmo patamar que os homens", garante Célio Bolinha.

Fonte: Portal CTB

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