sexta-feira, 30 de maio de 2008

ALTAMIRO BORGES ESTRÉIA BLOG

Estreou este mês na blogosfera o camarada Altamiro Borges, o Miro.

O jornalista dirigente do PCdoB já começou a todo vapor com a campanha pela redução da jornada sem redução de salários.

Aqui no CLASSISTA, sempre são publicados os excelentes artigos classistas produzidos pelo Miro, com suas análises precisas.


Com certeza é mais uma trincheira de luta via internet.

Recomendo a leitura periódica do Blog do Miro.

Bem vindo camarada.



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quinta-feira, 29 de maio de 2008

MUITA LUTA NO 28 DE MAIO EM CURITIBA

As manifestações integrantes da campanha unificada pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários em Curitiba foram marcadas de um lado pela garra dos trabalhadores, de outro pela truculência policial.

Trabalhadores, pelegos e polícia
Durante a madrugada, militantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), CUT e Força Sindical impediram a saída de ônibus de 3 das 26 garagens de Curitiba e região. Motoristas e cobradores aderiram e apoiaram o movimento pacífico que aconteceu nos portões das garagens das empresas Água Verde, Carmo e Cidade Sorriso.
Na empresa Água Verde, militantes da CTB realizaram assembléia com os trabalhadores no portão da garagem. A resposta dos trabalhadores rodoviários que possuem jornada reduzida de 36 horas foi de integral apoio à redução da jornada de trabalho a todos os trabalhadores.
Na garagem da Carmo, sindicalistas da CUT pararam as atividades e receberam a adesão de motoristas e cobradores. Utilizando do argumento de que a Prefeitura de Curitiba havia conseguido uma liminar, como sempre no calar da noite, a polícia de choque chegou ao local e violentamente dispersou os manifestantes, praticamente obrigando, pela intimidação, que motoristas e cobradores voltassem ao trabalho.
O maior confronto em garagens aconteceu na empresa Cidade Sorriso, onde estavam manifestantes da Força Sindical. Da mesma forma que em outras empresas, ali também os funcionários aderiram ao movimento pela redução da jornada. A confusão começou, segundo relatos de manifestantes, quando o presidente do Sindicato dos Rodoviários (Sindimoc), Denilson Pires, apareceu na manifestação e, ao invés de se juntar ao movimento queria obrigar os trabalhadores a entrarem para o trabalho. Em seguida a polícia de choque chega batendo, jogando bombas e atirando. Alguns manifestantes foram presos e outros feridos. Mesmo com a abertura violenta dos portões pela polícia, grande parte dos rodoviários não entraram até que o presidente do Sindimoc fosse embora.
Após os primeiros conflitos, sindicalistas da CUT bloquearam por cerva de 30 minutos a BR-476, no movimentados trevo da PUC, provocando congestionamentos.
Disposição de luta e organização
Mas a maior manifestação de trabalhadores neste 28 de maio foi promovida pela CTB na fábrica da Kraft Foods, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Já bem cedo o Sindicato dos Trabalhadores da Kraft (SINTRAFUCARB) fechou os portões e iniciou a assembléia. Aos trabalhadores do 1º turno que estavam chegando de manhã, se somaram os do 3º turno que estavam terminando seu horário de trabalho. Ao todo, mais de 2mil operários se reuniram na porta da fábrica em assembléia. Militantes da Intersindical também apoiaram a paralização.
Por volta das 6h30min, Célio “Bolinha” (foto), dirigente do Sintrafucarb e da CTB-PR, iniciou a organização do fechamento das 5 pistas da Av. Juscelino Kubistchek (rodovia do Contorno Sul de Curitiba). Com segurança feita pela Polícia Rodoviária, os operários pararam toda o pesado trânsito da rodovia. Segundo informações, o congestionamento ultrapassou 14 km.
Além das bandeiras unificadas do dia 28 de maio, redução da jornada, conveções 151 e 158 da OIT e fim do fator previdenciário, os operários da Kraft também reivindicaram a construção de uma passarela sobre a rodovia, pois são constantes os atropelamentos de trabalhadores.
Em torno da 7h30min aparecem as viaturas da polícia de choque. Os policiais chegaram batendo e apontando as armas. Um carro que auxiliava no bloqueio foi literalmente carregado pelos policiais.
O clima de guerra criado pela polícia lembrou os anos de chumbo da ditadura militar. Os policiais ameaçaram o motorista do caminhão de som, apontaram armas à queima roupa para trabalhadores, entre os quais muitas mulheres. Ofensas e muitas ameaças completaram o repertório dos trogloditas de farda.
Os dirigentes do Sintrafucarb e da CTB, para evitar o confronto, organizaram o recuo dos operários que ocupavam as pistas da rodovia, concentrando-os próximo ao caminhão de som. Mesmo com toda a violência policial, os trabalhadores não se intimidaram e mantiveram uma das pistas principais parcialmente fechada e uma das marginais completamente bloqueada.
A determinação e unidade dos operários da Kraft garantiu que ninguém saísse ferido. A manifestação foi encerrada às 9 horas, conforme decidido previamente pelos trabalhadores.
Às 10 horas as centrais sindicais se reuniram na Praça do Atlético e marcharam até o centro da cidade, na Praça Rui Barbosa, para o ato público unificado. Durante o percurso muitas foram as manifestações de apoio de populares pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários.
Essas manifestações foram mais um passo dessa luta. No próximo 3 de junho as centrais sindicais entregam em Brasília o abaixo-assinado que já ultrapassou 2,5 milhões de adeptos. Novas manifestações devem acontecer em breve e devem ampliar o movimento.

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28 DE MAIO: CTB PAROU A CIDADE INDUSTRIAL DE CURITIBA


Sindicalistas vão pedir a Requião “a cabeça” do comandante da tropa de choque


Às 3 horas da manhã desta quarta-feira, 28, perto de 100 militantes da Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB), seção Paraná, saíram da sede do Sindicato dos Trabalhadores da Kraft, na Cidade Industrial de Curitiba, com a missão de interromper a saída dos ônibus da empresa Água Verde, que fica na mesma região. Os sindicalistas cumpriram a missão e atrasaram em 100% o fluxo de veículos daquela garagem pelo tempo de uma hora.


Com a missão cumprida, os dirigentes da CTB então marcharam rumo ao Contorno Sul (BR 116). Às 6 horas da manhã, os trabalhadores da Kraft, empresa multinacional que fabrica chocolates, começaram a se concentrar em frente à companhia. Célio “Bolinha” Neves, diretor do sindicato dos trabalhadores da Kraft e membro da direção da CTB, anuncia que a rodovia será fechada. A proposta é aclamada pelos cerca de 2500 trabalhadores da multinacional, que tomaram todas as faixas da larga avenida.


O presidente da CTB do Paraná, José Agnaldo Pereira, que também preside o sindicato dos trabalhadores na Kraft, do alto de um carro de som, explica os motivos do protesto: pela redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução de salários, e a reivindicação de uma passarela para a travessia dos operários da fábrica, que saem dos ônibus e muitos deles encontram-se com a morte, pois são atropelados e mutilados.


Às 7 horas, as pistas da movimentada rodovia no Contorno Sul foram completamente tomadas pelos trabalhadores. Mas não foram necessário muito tempo para que a tropa de choque da Polícia Militar, denominada RONE, chegasse ao local com sirenes ligadas e atropelando dezenas de pessoas. Por sorte, ninguém se feriu.


Vendo a truculência da RONE, o sindicalista Célio Bolinha se dirige aos policiais e também é ameaçado com armas de fogo engatilhada, cassetetes e bombas. O líder cetebista não titubeia diante da ameaça e recebe imediato apoio de seus camaradas da Kraft. “A CTB vai querer saber se a ação da tropa de choque foi autorizada pelo governo estadual ou se é uma iniciativa do comando da PM”, avisou ele numa entrevista a uma estação de rádio.


“Se a ação da RONE foi autorizada pelo governo vamos rever a nossa opinião sobre ele; se foi uma ação isolada, sem a autorização do secretário da Segurança, então vamos requerer a demissão do comandante dessa operação desastrosa e violenta”, exigiu o presidente da CTB do Paraná, José Agnaldo Pereira.


“Quero acreditar que a polícia do Paraná ainda é democrática e não está aí de plantão para agredir trabalhadores que reivindicam seus direitos”, disse o sindicalista, adiantando que a CTB vai solicitar ao governador Roberto Requião a demissão do comandante da tropa choque.


Por volta das 8h, Zenir Teixeira, da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Paraná (Fetiep), em virtude das agressões da tropa de choque, estabelece contato com a secretaria de Segurança. Em poucos instantes, às 8h30, a RONE retira-se da rodovia. Apenas alguns poucos policiais permanecem na via pública, mas agora com a tarefa de fazer segurança aos manifestantes.


Depois de realizar essas duas agendas de lutas, os dirigentes da CTB foram ao encontro das demais centrais sindicais para seguir em passeata pelas ruas centrais da capital paranaense. O presidente da entidade, José Agnaldo Pereira, avaliou a manhã de protestos em Curitiba como vitoriosa.

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