quarta-feira, 30 de julho de 2008

COMEÇA A CAMPANHA SALARIAL DOS BANCÁRIOS

As conferências regionais, bem como a Conferência Nacional dos Bancários deram início, este mês, à campanha salarial da categoria em 2008. E este ano temos algumas novidades, que abordaremos aqui, em etapas.

As conferências regionais ou estaduais ainda não avançaram no sentido de se constituírem em fóruns unificados de toda a categoria, conforme propõe a CTB. Mesmo assim, o movimento dos bancários, e sua direção, tem se visto obrigado a reconhecer e conviver com a diversidade existente na categoria. Nesse ponto, o fato a ser destacado e que está provocando grandes mudanças no processo de organização dos bancários é a fundação da CTB. Com isso, em na maioria das conferências regionais participaram representações da CTB, CUT e Intersindical.

No Paraná, ainda existe a grande dificuldade de se unificar os fóruns da Fetec e da Feeb, por incompreensões de lado a lado, e um certo “acordo branco” para que uma federação não incomode a outra.

Ainda assim, a CTB participou da conferência convocada pela federação cutista, expondo suas divergências com os demais companheiros, mas principalmente buscando consensos e o caminho da unidade de toda a categoria.

A conferência paranaense mostrou que ainda há muito que caminhar para se poder dizer que existe unidade real da categoria e das diversas centrais e correntes de pensamento. Mas um bom exemplo foi dado pelos companheiros do Banco do Brasil que, democraticamente e por consenso, escolheram os seus delegados com respeito às representações da capital e do interior, bem como das variadas opiniões diferentes. Infelizmente, o bom exemplo não se repetiu nos demais bancos, onde a corrente cutista majoritária abocanhou todas as vagas. Na Caixa, houve espaço apenas para um observador da CTB e, ainda assim, com muita luta.

Outro ponto importante das discussões foi o da remuneração. A Articulação Sindical insiste em sua proposta de negociar com os banqueiros a famigerada remuneração variável, agora travestida de remuneração total. Essa proposição, que pode ser chamada de “salário total flex”, interessa muito aos patrões, públicos e privados, do sistema financeiro, pois passa a obrigar os bancários a cumprir todas as abusivas metas de venda para poder ter parte significativa de seu salário. Mas, como a situação em cada banco é bastante diferente, a corrente majoritária optou por utilizar argumentos variados e contraditórios em cada grupo, aproveitando-se da confusão para aprovar essa idéia maravilhosa para os banqueiros.

Ainda assim, a CTB/Paraná teve boa participação no evento e elegeu uma delegação à Conferência Nacional composta de 2 delegados, Diego Mazzolli (foto à esquerda) e Gilson Brotto Claro (foto ao centro), ambos do BB, e 1 observador Jefferson Tramontini (foto à direita), da Caixa.

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NOVO PCS DA CAIXA: COMISSÃO DAS PROMOÇÕES É INSTALADA

O novo Plano de Cargos e Salários (PCS) da Caixa começou a ser implantado no dia 1º de julho.

Apesar dos pesares, o novo PCS coloca praticamente todos os empregados em uma mesma tabela salarial, o que representa um passo na conquista plena da isonomia entre pré e pós-98.

Outro importante elemento do novo PCS é a criação de uma Comissão Paritária entre empregados e Caixa para construir os critérios e procedimentos para as promoções por merecimento. Esta comissão, e o resultado dela, é o ponto central do novo plano, já que apenas pelas promoções por antiguidade, os empregados da Caixa não chegarão nem mesmo a metade da nova tabela salarial de 48 níveis.

A Comissão Paritária foi instalada no dia 15 de julho, em Brasília e já possui um calendário de reuniões semanais para tratar do tema. O prazo dos trabalhos é 31 de agosto e as promoções por merecimento devem ser iniciadas em 1º de janeiro de 2009.

Os componentes da Comissão Paritária são:

- pela Caixa, Alba Neide Alves (Sugat/Genat), Sebastião Marins Andrade (Surse/Genep), Frederico Gazolla Rodrigues Renno (Djur/Geten), Auricélia Karan Maia (Sudhu/Gedes), Tarcisio Luiz Dalvi (Sumre/Gecob) e Jucemar José Imperatori (Suape)

- pelos empregados, Raimundo Félix (Brasília-DF), Antônio Luiz Fermino (Curitiba-PR), Jefferson Tramontini (Curitiba-PR), Marcello Huser Carrion (Santa Maria-RS) e Gabriel Musso de Almeida (Campinas-SP). Ainda resta uma vaga a ser preenchida por indicação da Contec.

A lógica de amplitude sinalizada pela corrente majoritária da Contraf/CUT na composição da Comissão Paritária, com a indicação de 2 membros pela Articulação Sindical/CUT, 1 pela CSD/CUT, 1 pela FEEB/SP-MS, 1 pela CTB e reservar uma vaga para a Contec, infelizmente ainda tem dificuldades de ser implantada na prática. O problema encontra-se na visão estreita da Articulação Sindical em Curitiba, de onde foram indicados 2 membros da Comissão, Antonio Fermino pela Articulação e Jefferson Tramontini pela CTB, ambos dirigentes do Sindicato local. Como a Caixa, erroneamente não paga as despesas da Comissão, o Sindicato dos Bancários de Curitiba alega que os custos de manutenção de 2 membros é muito elevado e, por isso, paga apenas 1, obviamente o militante da Aticulação Sindical/CUT, deixando assim a Comissão capenga.

Esse é um problema de concepção política, uma visão estreita, uma vez que, segundo as últimas prestações de contas, o Sindicato dos Bancários de Curitiba não possui problemas de caixa. Infelizmente, uma visão burocrática têm atrapalhado o andamento de algo que é fundamental para o conjunto dos empregados da Caixa Econômica Federal.

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CTB ORGANIZADA NO RAMO FINANCEIRO

Intervenção e atuação da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) na Campanha Salarial 2008, o projeto e estratégias de organização do ramo financeiro da Central e a eleição da nova Coordenação Nacional do Ramo Financeiro foram os temas discutidos domingo (6/7), no auditório do Sindicato dos Bancários da Bahia, em Salvador, no I Encontro Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Ramo Financeiro da CTB.

O evento avançou na estruturação da CTB no ramo financeiro, definindo a coordenação em 20 dos 26 Estados brasileiros, além do Distrito Federal.

Na abertura do encontro, Adilson Araújo, presidente CTB-BA, declarou que se iniciava uma jornada de batalhas político-eleitoral e de campanha salarial, e que era necessário obter conquistas nas duas batalhas, com o sindicalismo desempenhando o seu papel de vanguarda, revolucionário e socialista.

Eduardo Navarro, presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, destacou que a Coordenação Nacional do Ramo Financeiro da CTB deve ter um perfil político mais amplo com representatividade nacional, ajudar na formulação da atuação local e geral e que se reúna periodicamente.

Ao final do encontro, cerca de 120 delegados presentes, representando 14 estados mais o Distrito Federal, elegeram a Executiva Nacional do Ramo Financeiro da CTB, composta por representantes da Bahia, Ceará, Distrito Federal, Paraná, Rio de Janeiro e Sergipe. Foi aprovada também uma moção de repúdio contra a demissão de quatro funcionários no Banestes (Banco do Estado Espírito Santo).

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