10 MIL NO RIO EM DEFESA DA PETROBRÁS


A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do país subiu de 15,1% para 15,3% em abril, de acordo com informações do Dieese. O contingente de desocupados no universo da pesquisa somou 3,079 milhões, 69 mil a mais do que
A taxa de desemprego aberto (formada pelos que procuraram emprego nos últimos 30 dias) passou de 10,5% para 10,9%, enquanto a do desemprego oculto (que compreende os que desistiram de procurar um novo posto de trabalho e subempregados) caiu de 4,6% para 4,4%, refletindo a evolução da taxa de participação, de 60,7% para 61%.
Setores
A pesquisa aponta a criação de 52 mil postos de trabalho no mês, número que se revelou “insuficiente para absorver a entrada de 122 mil pessoas no mercado de trabalho, o que resultou no acréscimo de 69 mil pessoas ao contingente de desempregados. O total de ocupados nas seis regiões investigadas foi estimado em 17,016 milhões e a População Economicamente Ativa, em 20,095 milhões.
Em termos setoriais, o nível ocupacional cresceu nos Serviços (criação de 79 mil ocupações, ou aumento de 0,9%) e na Construção Civil (33 mil ocupações a mais, ou 3,3%), manteve-se praticamente estável no Comércio (-5 mil postos de trabalho, ou -0,2%) e no agregado Outros Setores (-2 mil, ou -0,1%) e diminuiu na Indústria (eliminação de 53 mil ocupações, ou -2,1%). Em março, no conjunto das regiões pesquisadas, os rendimentos médios reais de ocupados e assalariados apresentaram pequenos decréscimos (0,8% e 0,3%, respectivamente) e passaram a valer R$ 1.203 e R$ 1.272.
Renda declina
O rendimento médio real dos ocupados diminuiu em Recife (3,1%, passando a valer R$ 739), Belo Horizonte (2,5%, R$ 1.163), Distrito Federal (2,2%, R$ 1.827) e, em menor medida,
No conjunto das regiões pesquisadas, a massa de rendimentos dos ocupados diminuiu 1,6% e a dos assalariados 0,9%. Para os ocupados, esse desempenho refletiu a redução do nível ocupacional e dos rendimentos médios, enquanto para os assalariados deveu-se, principalmente, ao decréscimo do nível de emprego.
Por posição na ocupação, houve pequena variação positiva no assalariamento total (0,3%), como resultado do aumento do emprego público (2,5%), uma vez que o assalariamento privado permaneceu praticamente estável (-0,1%). Neste último segmento, diminuiu o contingente de assalariados com carteira de trabalho assinada (-40 mil, ou -0,5%) e aumentou o dos sem carteira (26 mil, ou 1,5%). Cresceu o número de trabalhadores autônomos (1,3%) e reduziram-se os contingentes classificados nas demais posições (1,0%) e de trabalhadores domésticos (0,7%).
Fonte: Portal CTB
Impera na direção da Caixa Econômica Federal e em setores do governo ainda a lógica da exploração máxima dos trabalhadores. Isso tem se comprovado nas diversas negociações ocorridas nos últimos anos em que, a Caixa sempre se posiciona de forma taxativa em não ceder em nada às reivindicações dos empregados, e mais que isso, descumprindo os acordos assinados.
Muitos são os exemplos recentes dessa postura truculenta da Caixa, como nas negociações sobre o PCS da carreira administrativa, sobre as promoções por merecimento, sobre as questões dos aposentados, sobre o Saúde Caixa, sobre a isonomia entre novos e antigos. Em todos esses casos, a empresa procurou portar-se como um mero banco privado, de mercado, contrapondo-se a qualquer reivindicação dos trabalhadores e buscando, a todo custo, eliminar conquistas e arrefecer o espírito de luta dos empregados da Caixa.
A mais recente trata do Plano de Cargos e Salários (PCS) da carreira administrativa, que congrega, entre outros, engenheiros, arquitetos e advogados. A Caixa insiste em apresentar uma proposta de tabela salarial que, além de ser muito aquém dos anseios da categoria, ainda não soluciona os graves problemas existentes, como a questão da jornada de trabalho de 6h, as dificuldades e impedimentos de migração para a nova tabela, a isonomia, entre outras.
Ao longo do processo, a Caixa apenas maquiou a mesma proposta ruim já realizada, tentando chantagear esses trabalhadores que, entre outras atividades, são responsáveis pela aplicação dos recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal.
Os empregados da carreira profissional, mostrando muita determinação e disposição de luta, cruzaram os braços desde 28 de abril, construindo uma forte greve nacional que já avança pelo 23º dia.
Como se não bastasse a intransigência em negociar, a Caixa, mais uma vez, ajuizou um dissídio junto ao TST, tentando arrefecer a greve. Mais uma vez, a tática da diretoria da Caixa foi um fracasso. A greve, mesmo já se prolongando, não diminui.
O Ministro João Oreste Dalazen, do TST, fez uma tentativa de conciliação nesse dia 18 de maio que chegava a 31% de reajuste no piso salarial e obrigou as partes a retomarem as negociações que continuaram sem avanços em rodada dia 19. Nova audiência está marcada para dia 20 de maio.
Com o impasse, a greve continua.
Os empregados da carreira profissional, que totalizam cerca de 2.500, dos cerca de 80mil empregados da Caixa não pretendem a ceder às chantagens da empresa e mostram disposição de prosseguir em luta.
Nos últimos anos a Caixa tem tentado dividir os empregados em segmentos distintos, enfraquecendo o conjunto do movimento. Essa greve nos prova que é necessário a unidade.
A campanha salarial dos bancários de 2009, que está em seus primeiros acenos, promete grandes embates em grandes demandas. O caminho é a unidade da categoria e, na Caixa, dos empregados das carreiras administrativa e profissional em uma só frente de batalha, pois as questões fundamentais reivindicadas são as mesmas.
Proposta da Caixa* Proposta do TST*
Níveis: 36 não trata Variação: 51% 38% Piso: R$5.700 R$6.600 Teto: R$8.621 R$9.117 *Não tratam das demais reivindicações Fonte: Bancários Classistas
©CLASSISTA - Todos os direitos reservados.
Template by Dicas Blogger | Topo