sexta-feira, 29 de maio de 2009

10 MIL NO RIO EM DEFESA DA PETROBRÁS

A marcha em defesa da Petrobras e por uma nova legislação para o setor teve início na Praça da Candelária e seguiu pela Av. Rio Branco até a sede da Petrobras, na Av. Chile, onde os cerca de 13 mil manifestantes deram um abraço simbólico no prédio da empresa.
A atividade foi convocada pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Federação Única dos Petroleiros (FUP), e teve a presença de diversas organizações dos movimentos sociais, entre elas CGTB, MST, UNE, ABI, Conam, diversos sindicatos como Sindipetro, Metalúrgicos do RJ e Bancários; além de parlamentares federais, estaduais e vereadores.
Maurício Ramos, presidente da CTB-RJ, denunciou que a CPI da Petrobras tem o objetivo de impedir o projeto de desenvolvimento do país. "Nestes dois mandatos do presidente Lula, o Brasil voltou a crescer. E a Petrobras tem um papel importante. Ela voltou a construir e a gerar emprego. A turma do FHC quer impedir o país de crescer. Quer impedir o desenvolvimento de maneira irresponsável, em um momento que o mundo enfrenta uma crise".
"É uma postura anti-povo! Recentemente, a Petrobras decidiu arrendar um estaleiro em que os trabalhadores estão há cinco meses sem receber os salários. A empresa quer construir plataformas. Mas estão dificultando essa saída", disse Mauricinho.
Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, Alex dos Santos, "a Petrobras é o carro chefe do desenvolvimento do Brasil. O DEM e o PSDB querem desestabilizar o país. Não podemos permitir isso! O povo está nas ruas porque acredita que a Petrobras é nossa! Não iremos abrir mão do que é nosso. E que foi conquistado com muita luta".
Para Alex, "a Petrobras tem importante papel na construção de um país mais justo, e, sobretudo, soberano. Essa é sua vocação".
Divanilton Pereira, membro da direção executiva nacional da CTB e dirigente da FUP, declarou ao Portal CTB que os trabalhadores não admitirão “que Petrobras seja instrumentalizada em função de disputas eleitorais que, na verdade, é o que tem feito a oposição no Congresso Nacional. A Petrobras tem garantido que a crise internacional não atinja a população, como está ocorrendo em outros países". O dirigente declarou ainda que os petroleiros irão "denunciar todos os movimentos que visam atingir o desenvolvimento da empresa”.
Mauricio Azedo, presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), lembrou que foi no auditório da entidade que teve início a campanha O Petróleo é Nosso. "Foi uma idéia vitoriosa, que resultou na lei 2004/53. A ABI apoia todo esforço e mobilização em defesa da soberania nacional".
Azedo ainda criticou a grande imprensa: "Temos que multiplicar isso. Vencer a barreira da desinformação, que também é a nossa luta", disse.
Fonte: Portal CTB

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quinta-feira, 28 de maio de 2009

DIEESE: EMPREGO SOBE E RENDA CAI

A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do país subiu de 15,1% para 15,3% em abril, de acordo com informações do Dieese. O contingente de desocupados no universo da pesquisa somou 3,079 milhões, 69 mil a mais do que em março. A massa do rendimento dos trabalhadores e trabalhadores caiu 1,6% em março.

A taxa de desemprego aberto (formada pelos que procuraram emprego nos últimos 30 dias) passou de 10,5% para 10,9%, enquanto a do desemprego oculto (que compreende os que desistiram de procurar um novo posto de trabalho e subempregados) caiu de 4,6% para 4,4%, refletindo a evolução da taxa de participação, de 60,7% para 61%.

Setores

A pesquisa aponta a criação de 52 mil postos de trabalho no mês, número que se revelou “insuficiente para absorver a entrada de 122 mil pessoas no mercado de trabalho, o que resultou no acréscimo de 69 mil pessoas ao contingente de desempregados. O total de ocupados nas seis regiões investigadas foi estimado em 17,016 milhões e a População Economicamente Ativa, em 20,095 milhões.

Em termos setoriais, o nível ocupacional cresceu nos Serviços (criação de 79 mil ocupações, ou aumento de 0,9%) e na Construção Civil (33 mil ocupações a mais, ou 3,3%), manteve-se praticamente estável no Comércio (-5 mil postos de trabalho, ou -0,2%) e no agregado Outros Setores (-2 mil, ou -0,1%) e diminuiu na Indústria (eliminação de 53 mil ocupações, ou -2,1%). Em março, no conjunto das regiões pesquisadas, os rendimentos médios reais de ocupados e assalariados apresentaram pequenos decréscimos (0,8% e 0,3%, respectivamente) e passaram a valer R$ 1.203 e R$ 1.272.

Renda declina

O rendimento médio real dos ocupados diminuiu em Recife (3,1%, passando a valer R$ 739), Belo Horizonte (2,5%, R$ 1.163), Distrito Federal (2,2%, R$ 1.827) e, em menor medida, em São Paulo (0,6%, R$ 1.238). Cresceu em Salvador (3,0%, R$ 1.002) e Porto Alegre (0,7%, R$ 1.216).

No conjunto das regiões pesquisadas, a massa de rendimentos dos ocupados diminuiu 1,6% e a dos assalariados 0,9%. Para os ocupados, esse desempenho refletiu a redução do nível ocupacional e dos rendimentos médios, enquanto para os assalariados deveu-se, principalmente, ao decréscimo do nível de emprego.

Por posição na ocupação, houve pequena variação positiva no assalariamento total (0,3%), como resultado do aumento do emprego público (2,5%), uma vez que o assalariamento privado permaneceu praticamente estável (-0,1%). Neste último segmento, diminuiu o contingente de assalariados com carteira de trabalho assinada (-40 mil, ou -0,5%) e aumentou o dos sem carteira (26 mil, ou 1,5%). Cresceu o número de trabalhadores autônomos (1,3%) e reduziram-se os contingentes classificados nas demais posições (1,0%) e de trabalhadores domésticos (0,7%).

Fonte: Portal CTB

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quarta-feira, 20 de maio de 2009

CONTINUA A GREVE DOS PROFISSIONAIS DA CAIXA

Impera na direção da Caixa Econômica Federal e em setores do governo ainda a lógica da exploração máxima dos trabalhadores.

Isso tem se comprovado nas diversas negociações ocorridas nos últimos anos em que, a Caixa sempre se posiciona de forma taxativa em não ceder em nada às reivindicações dos empregados, e mais que isso, descumprindo os acordos assinados.

Muitos são os exemplos recentes dessa postura truculenta da Caixa, como nas negociações sobre o PCS da carreira administrativa, sobre as promoções por merecimento, sobre as questões dos aposentados, sobre o Saúde Caixa, sobre a isonomia entre novos e antigos. Em todos esses casos, a empresa procurou portar-se como um mero banco privado, de mercado, contrapondo-se a qualquer reivindicação dos trabalhadores e buscando, a todo custo, eliminar conquistas e arrefecer o espírito de luta dos empregados da Caixa.

A mais recente trata do Plano de Cargos e Salários (PCS) da carreira administrativa, que congrega, entre outros, engenheiros, arquitetos e advogados. A Caixa insiste em apresentar uma proposta de tabela salarial que, além de ser muito aquém dos anseios da categoria, ainda não soluciona os graves problemas existentes, como a questão da jornada de trabalho de 6h, as dificuldades e impedimentos de migração para a nova tabela, a isonomia, entre outras.

Ao longo do processo, a Caixa apenas maquiou a mesma proposta ruim já realizada, tentando chantagear esses trabalhadores que, entre outras atividades, são responsáveis pela aplicação dos recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal.

Os empregados da carreira profissional, mostrando muita determinação e disposição de luta, cruzaram os braços desde 28 de abril, construindo uma forte greve nacional que já avança pelo 23º dia.

Como se não bastasse a intransigência em negociar, a Caixa, mais uma vez, ajuizou um dissídio junto ao TST, tentando arrefecer a greve. Mais uma vez, a tática da diretoria da Caixa foi um fracasso. A greve, mesmo já se prolongando, não diminui.

O Ministro João Oreste Dalazen, do TST, fez uma tentativa de conciliação nesse dia 18 de maio que chegava a 31% de reajuste no piso salarial e obrigou as partes a retomarem as negociações que continuaram sem avanços em rodada dia 19. Nova audiência está marcada para dia 20 de maio.

Com o impasse, a greve continua.

Os empregados da carreira profissional, que totalizam cerca de 2.500, dos cerca de 80mil empregados da Caixa não pretendem a ceder às chantagens da empresa e mostram disposição de prosseguir em luta.

Nos últimos anos a Caixa tem tentado dividir os empregados em segmentos distintos, enfraquecendo o conjunto do movimento. Essa greve nos prova que é necessário a unidade.

A campanha salarial dos bancários de 2009, que está em seus primeiros acenos, promete grandes embates em grandes demandas. O caminho é a unidade da categoria e, na Caixa, dos empregados das carreiras administrativa e profissional em uma só frente de batalha, pois as questões fundamentais reivindicadas são as mesmas.

Proposta da Caixa*       Proposta do TST*

Níveis:       36                   não trata

Variação: 51%             38%

Piso:        R$5.700            R$6.600

Teto:         R$8.621          R$9.117

*Não tratam das demais reivindicações

 

Fonte: Bancários Classistas

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