Messias Pontes
Há exatos oito anos, no calor da disputa municipal em Fortaleza, as forças do atraso se uniram para barrar a eleição do comunista Inácio Arruda, então líder absoluto das pesquisas. Denúncia de um funcionário indignado com o crime que estava sendo perpetrado, levou a Polícia Federal a invadir a gráfica Tiprogresso, no Centro da cidade, apreendendo nada menos do que cinco milhões de panfletos contendo acusações mentirosas e levianas contra o candidato do PCdoB.
Os panfletos iriam ser distribuídos por toda a cidade e mais de um milhão seriam jogados de avião durante o desfile de 7 de Setembro, na Avenida Beira-Mar. O proprietário da gráfica, Sr. Luís Esteves (já falecido) foi levado à sede da PF, mas liberado em seguida, alegando que os panfletos foram encomendados por telefone por uma pessoa que ele não sabia quem era. Até hoje não foi divulgado o nome de quem realmente encomendou a impressão dos panfletos e não se fala mais no assunto.
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Inácio, quando deputado,
votou contra a taxação dos aposentados
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Os conservadores de direita e os anticomunistas de “esquerda” não se deram por vencidos e passaram a disseminar mentiras, calúnias e difamações contra Inácio Arruda, afirmando, entre outras aberrações, que ele teria se posicionado contra os trabalhadores votando a favor da taxação dos aposentados e pensionista da Previdência Social em 2003. Isto apesar de matéria publicada no jornal O Povo de 8 de agosto de 2003 mostrando que dos 22 deputados federais cearenses somente cinco votaram contra a taxação dos aposentados e pensionistas, no caso Gonzaga Mota (PSDB), Inácio Arruda (PCdoB), Mauro Benevides (PMDB), Moroni Torgan (PFL) e Roberto Pessoa (PL). Os discípulos de Goebbels conseguiram derrotar Inácio em 2004.
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