quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O alto comissário do Golbery não toma jeito

Tarso Genro*

Como Elio Gaspari foi do velho Partidão e depois se tornou confidente do General Golbery, fazendo, a partir daí, uma carreira de jornalista mordaz e corregedor de todos os hábitos do país, ele se dá o direito de não só inventar tolices nas suas colunas, como também enganar os mais desavisados.

Defende as suas teses principalmente a partir da falsificação da posição dos seus adversários de opinião. Para defendê-las, Elio sempre desqualifica os seus adversários com textos de estilo ferino, que não raro beiram a difamação. Os que se sentem agredidos raramente se defendem, não só porque ele não publica as respostas na sua coluna, mas porque talvez temam despertar nele uma ira ainda maior, que também não abre espaços para o contraditório.

Já fui alvo algumas vezes das suas distorções e falsificações, mas sobre este tema da reforma política preciso responder formalmente, porque se trata de um assunto extremamente relevante para o aperfeiçoamento democrático do país, sobre o qual existem divergências elevadas, tanto dentro da esquerda como da direita democrática.

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A inflação como pretexto para aumentar a taxa de juros


J. Carlos de Assis*

Será um erro elevar a taxa básica de juros a pretexto de combater a inflação. A alta de preços que vem sendo observada na economia deve-se a um aumento de demanda que nada tem a ver com a taxa básica de juros, associado a uma queda na produção de produtos agrícolas de alto consumo, nos dois casos refletindo efeitos de uma correta política de redistribuição de renda em favor dos menos favorecidos. Comparada à de 2011 (6,5%), houve de fato no ano passado, a despeito da queda da taxa de juros, um significativo declínio da inflação (5,84%).

Por que, então, a insistente pressão do “mercado”, através de seus porta-vozes na mídia, bramindo contra a inflação e pedindo mais juros, como se estivéssemos à beira de um descontrole total de preços? É muito simples: para subir a taxa de juros serve qualquer pretexto. É espantoso o fato de que os economistas de banco e seus asseclas são incapazes de reconhecer que a inflação anual caiu, remetendo-se exclusivamente ao centro da meta – um centro que, por ser um centro de uma banda estimada, não significa um objetivo fixo.

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Um março de lutas para avançar nas mudanças!


Paulo Vinicius Silva*

As forças do povo se movimentam e refletem desde fins de 2012 sobre seu papel na situação política vivida pelo país.

Diante dos tormentosos e sórdidos acontecimentos do segundo semestre de 2012, os movimentos sociais, trabalhadores e trabalhadoras, a juventude e os estudantes, o movimento feminista, comunitário e os partidos que sustentam os imensos avanços que o nosso país tem vivido, todos tem refletido sobre os dilemas, os limites e os riscos que corre o Brasil diante do desespero e do golpismo que sempre animou a elite brasileira.

Se ficou evidente a dupla politização do julgamento da ação penal 470 pelo STF, seja pelo mérito, seja pela sincronia que a fez "coincidir" com as eleições municipais, os acontecimentos seguintes não foram menos ilustrativos do roteiro da nau desgovernada da oposição, desiludida ante suas diáfanas possibilidades eleitorais.

Primeiro em seu ódio contra Lula, atacado por mentiras e por tramas que visam a anulá-lo por vias jurídicas, tentando repetir o episódio de 2012. A venda de uma "crise" no setor elétrico teve clara intenção de sabotar a economia, muito mais que desgastar o governo. Também no quesito econômico, é indisfarçável o desejo oposicionista de que o Brasil padeça consequências nefastas diante da crise capitalista.

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