quarta-feira, 12 de junho de 2013

Sobre a greve dos rodoviários em Florianópolis


J. Tramontini*

Em várias cidades brasileiras estão acontecendo manifestações com relação ao transporte coletivo. Cada cidade com suas próprias realidades e cada movimento com seus próprios interesses, alguns, diga-se, não tão justos assim.

Mas chama atenção o que acontece na cidade de Florianópolis, capital de Santa Catarina. Naquela cidade o que acontece é uma greve dos trabalhadores rodoviários, reivindicando melhores condições de trabalho, de segurança e melhores salários. As negociações não deram em nada e ao indicar a greve os trabalhadores, e seu sindicato, foram imediatamente retaliados pela prefeitura e pelo judiciário. O judiciário catarinense exigiu que 50% da frota de ônibus circulasse em certos horários e 100% em horários de pico, sob pena de R$100 mil diários de multa. É bom salientar que 100% da frota não circula nem mesmo em dias normais, pois há uma escala. Mais uma vez é a caneta do juiz passando por cima da Constituição Federal, impedindo e criminalizando o legítimo movimento dos trabalhadores.

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terça-feira, 11 de junho de 2013

Estatuto do Nascituro: a mulher que se foda


Clara Averbuck*

Hoje (05 de maio) o Estatuto do Nascituro foi aprovado na Comissão de Finanças.

Ainda falta ser aprovado na Comissão de Justiça a no Plenário. Mas não duvido nada que seja. Nunca ouviu falar do Estatuto do Nascituro? Basicamente é o seguinte: um ÓVULO FECUNDADO vai ter mais direitos do que eu, do que a sua mãe, do que a sua irmã e do que a minha filha e todas as outras mulheres do Brasil. Se, digamos, minha filha de nove anos fosse estuprada e engravidasse, não teria direito a fazer um aborto; teria de manter o filho do agressor. Se caso não tivesse recursos para sustentar a criança (!!!), o Estado se responsabilizaria com a apelidada BOLSA ESTUPRO até os 18 anos do filho - isso caso o estuprador não fosse identificado e RESPONSABILIZADO. Aborto de anencéfalo? Esquece. Risco de vida pra mãe? Foda-se a mãe. Trauma? Foda-se a mãe.

O aborto ilegal já causa 22% das mortes maternas. Com essa monstruosidade aprovada, é provável que esse número dobre, triplique. Criminalizar o aborto não é solução.
Mas isso é muito, muito pior. Até o "aborto culposo" querem inventar. Sabe homicídio culposo, onde a pessoa não tem a intenção de matar? Então. Vai ser a mesma coisa se a mulher abortar acidentalmente. Ela será investigada. Imagina só perder um filho e ainda ser suspeita disso?

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segunda-feira, 10 de junho de 2013

CONTAG se solidariza à Comunidade Indígena Terena


A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – CONTAG repudia a violência do Estado e do agronegócio contra a comunidade indígena Terena ocorrida na fazenda Buriti, em Sidrolândia, no Mato Grosso do Sul.

Foi com profundo pesar que a CONTAG recebeu a notícia da morte do índio Terena, Oziel Gabriel, e de dezenas de índios feridos durante a trágica demonstração de força do Estado brasileiro sobre famílias desarmadas e indefesas, ocorrida na quinta-feira (30/05), por ocasião da tentativa de despejo na fazenda Buriti.

A postura adotada pelo Judiciário local contribuiu ainda mais para que a violência imperasse. Todos os boletins oficiais notificam que a recomendação de reintegração de posse orientou a força policial, tanto da Polícia Militar do estado como da Polícia Federal, para que se cumprisse imediatamente o mandato de reintegração de posse, esgotando qualquer possibilidade de diálogo e de busca de uma alternativa pacífica.

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