quarta-feira, 19 de junho de 2013

Unir o povo, denunciar a direita, disputar a nova arrancada pelas mudanças!

Paulo Vinicius*

“Mais fortes são os poderes do Povo”
Glauber Rocha

“O Povo, unido, jamais será vencido!”

Mao dizia que basta uma fagulha para incendiar uma pradaria. Nunca sabemos quando um fato, um símbolo, acenderá as paixões das ruas. Quando isso acontece, dias valem anos de aprendizado e de tempo histórico, a realidade muda rápida e impressionantemente, e sempre se coloca a questão de como dirigir essa grande luta às vitórias. 

No Brasil, tal quadro se agudiza. No ano anterior às eleições, em meio à crise capitalista, é inevitável, diante do fato novo das mobilizações, a necessidade de disputar a agenda da sociedade, e o quadro atual impõe que essa disputa seja feita no plano da comunicação e com a imprensa golpista e a direita.

O fato central é que o nosso povo está na ruas! Isso é básico, a nossa responsabilidade de nos vermos como parte dos anseios mais avançados de luta expressos nas mobilizações, que tem quatro preocupações principais:

O povo não aguenta mais ser massacrado pelo transporte público, e exige o direito à cidade, em especial para os mais pobres, estudantes, trabalhadoras e trabalhadores, e quer o massivo financiamento do transporte público, a preço baixo, subsidiado, o que recoloca o debate da força do estado no tema;

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sexta-feira, 14 de junho de 2013

A passeata, a repressão e os progressistas


J. Tramontini*

Protestos referentes ao transporte público tem ocorrido em várias cidades brasileiras, no entanto, o caso da capital paulista é emblemático. As manifestações, seguidas de dura repressão policial tem levado o clima de caos à maior cidade do país.

Inicialmente, o Movimento Passe Livre (MPL) convocou as passeatas reivindicando a revogação de R$0,20 de aumento nas tarifas de transporte público. A essa reivindicação inicial juntaram-se outras, nem sempre de interesse da maioria do povo, é verdade. O que temos visto é uma extrapolação do objetivo inicial para atender aos mais diversos interesses. As manifestações ganharam uma amplitude e diversas organizações e movimentos tem passado, gradativamente, a integrar os protestos, que só aumentam em proporções.

Parece óbvio que organizações de extrema esquerda tentaram aproveitar a oportunidade para canalizar sua política contrária à aliança democrática que governa o Brasil a dez anos e São Paulo a seis meses, jogando água no moinho da direita reacionária. Mas isso não é novidade. A nova é a tática da direita reacionária, que passou a mobilizar seus “jovens conservadores” a irem às ruas. Também é verdade que as manifestações tem atraído milhares de pessoas, em especial jovens, que querem, simplesmente, o direito à cidade, o direito a ter voz, a existir.

Com essa miscelânea de vontades, não é por acaso que a organização que convoca as passeatas não consiga manter um eixo de reivindicação capaz de unificar todo esse conjunto em uma só voz. Mas nada justifica o que vem ocorrendo, destacadamente nesta última quinta-feira, dia 13 de junho.

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UNE e Ubes denunciam ação criminosa da PM em São Paulo


Polícia de SP espalha caos e violência injustificáveis na cidade

A União Nacional dos Estudantes e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas condenam a agressão policial injustificável contra jovens ocorrida na noite desta quinta-feira, 13 de junho, em mais um protesto pelas ruas da capital paulista contra o aumento das passagens do transporte público.

A passeata, que teve início no Theatro Municipal e seguia de forma totalmente pacífica, com os manifestantes distribuindo flores, foi interrompida de maneira desproporcional pela Polícia Militar na rua da Consolação, na altura da Praça Rooselvelt, onde o protesto iria se encerrar. Truculenta, violenta e despreparada, a polícia formou um cerco e impediu a ocupação da Praça, dando início a agressões com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha contra os jovens que estavam na passeata, atingindo também a população que passava pela pelo local.

A UNE e a Ubes participaram da marcha e denunciam a ação criminosa da PM do Estado de São Paulo, que colocou em risco a integridade física não apenas dos integrantes da passeata, mas também do povo paulista.

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