quinta-feira, 27 de junho de 2013

Ouvir o clamor das ruas: reformar a política já!



Augusto Vasconcelos*

Diversas proposições tramitam no Legislativo brasileiro propondo alterar o sistema eleitoral, algumas há mais de uma década. Contudo, por se tratar de tema polêmico, apesar de inúmeras tentativas, jamais consolidou-se uma maioria apta a aprová-la. 

Com a atual composição do Congresso Nacional, a correlação de forças dificulta a aprovação de qualquer proposta mais avançada para Reformar a Política. Devemos lembrar que os atuais parlamentares foram eleitos nas circunstâncias do atual jogo político brasileiro, de modo que há grande receio em aprovar mudanças que lhes tirem da “zona de conforto”. De acordo com o DIAP, dos 513 deputados, apenas 70 possuem alguma ligação com os movimentos sociais.

A Presidenta Dilma acertou: Plebiscito para ouvir o povo e, inicialmente, propôs Constituinte exclusiva para evitar que haja mudança constitucional em causa própria pelos atuais congressistas. Para isso, deveria haver uma "quarentena" para aqueles que dela participariam, proibindo que se candidatassem a qualquer cargo em um prazo razoável de 8 anos. 

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quarta-feira, 26 de junho de 2013

Nem ufanismo, nem desprezo

Divanilton Pereira*

O alcance dessas manifestações ainda está por ser melhor depurado e o tempo condensará muita coisa. No entanto, o país já está mergulhado sobre teses e opiniões buscando responder esse fenômeno social em curso no país. 

Mesmo com todas as influências midiáticas possíveis, esse movimento fomentou – passagens raras em nossa história – um debate de ideias em nível nacional. Apesar de caracterizar-se por uma pauta difusa e negar avanços conquistados pelo povo, ele instigou uma disputa entre diagnósticos, entre caminhos e indiretamente, sobre programas para a nação. 

O assunto está presente entre todos os níveis das salas de aulas e nos mais variados espaços do convívio social. Todos debatem, opinam, reclamam e apontam saídas. Essa complexa e nova circunstância política ajuda na formação ideológica, na distinção dos campos políticos e no tempero da luta reivindicatória do nosso povo.

Penso ser restritivo ficar analisando apenas seus limites e o sequestro de seus objetivos originais. Mesmo que essas manifestações tragam bandeiras que já disputamos há décadas, é incorreto tanto tratá-las de uma forma ufanista, quanto desprezar suas mensagens. A mobilização nacional é um fato e em torno dela devemos melhor refleti-la e aproveitá-la. Algum acúmulo desse enfrentamento ficará.

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terça-feira, 25 de junho de 2013

Centrais farão paralisações conjuntas dia 11 de julho


As oito centrais sindicais do país se reuniram nesta terça-feira (25), em São Paulo, para anunciar uma decisão histórica: CTB, CUT, UGT, CSB, NCST, CGTB, CSP-Conlutas e FS irão organizar, de maneira conjunta, uma série de paralisações por todo o Brasil no dia 11 de julho, com o propósito de pressionar o governo e o empresariado a aprovar a pauta de reivindicações da classe trabalhadora.


A reunião das oito centrais antecedeu o encontro que seus representantes terão com a presidenta Dilma Rousseff nesta quarta-feira, em Brasília. Para o secretário-geral da CTB, Pascoal Carneiro, foi importante o movimento sindical demonstrar unidade neste momento em que o país tem visto milhões de pessoas saírem às ruas para protestar por mudanças. 

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