quarta-feira, 3 de julho de 2013

Documentos revelam participação de FHC e Gilmar Mendes no ‘valerioduto tucano’

Documentos reveladores e inéditos sobre a contabilidade do chamado ‘valerioduto tucano‘, que ocorreu durante a campanha de reeleição do então governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998, constam de matéria assinada pelo jornalista Leandro Fortes, na edição dessa semana da revista Carta Capital. A reportagem mostra que receberam volumosas quantias do esquema, supostamente ilegal, personalidades do mundo político e do judiciário, além de empresas de comunicação, como a Editora Abril, que edita a revista Veja.

Estão na lista o ministro Gilmar Mendes, do STF, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), os ex-senadores Artur Virgílio (PSDB-AM), Jorge Bornhausen (DEM-SC), Heráclito Fortes (DEM-PI) e Antero Paes de Barros (PSDB-MT), os senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e José Agripino Maia (DEM-RN), o governador Marconi Perillo (PSDB-GO) e os ex-governadores Joaquim Roriz (PMDB) e José Roberto Arruda (ex-DEM), ambos do Distrito Federal, entre outros. Também aparecem figuras de ponta do processo de privatização dos anos FHC, como Elena Landau, Luiz Carlos Mendonça de Barros e José Pimenta da Veiga.

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terça-feira, 2 de julho de 2013

Cidades pequenas têm 33% da população e 8% dos médicos



Infográfico elaborado com dados do Banco Mundial e do Conselho Federal de Medicina mostra que faltam médicos no Brasil, especialmente nos municípios menores. Cidades com até 50 mil moradores têm 33% da população e só 8% dos médicos do País. Outros dados revelam que enquanto a cidade de São Paulo possui 4,5 médicos por mil habitantes, a taxa média dos municípios com até 20 mil moradores é de 0,3 médico por mil habitantes. Nestes municípios vivem 32 milhões de brasileiros. Vinte e um estados brasileiros estão abaixo da média nacional.

Os números apresentados pelo infográfico vão de encontro à polêmica vinda de médicos estrangeiros ao Brasil, anunciada pela presidenta Dilma Rousseff, em pronunciamento na última semana. A expectativa é a vinda de cerca de 10 mil profissionais.

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Plebiscito pode economizar bilhões


Paulo Moreira Leite*

Em minha humilde ignorância, confesso que não entendo quem diz que o plebiscito sobre reforma política pode custar caro demais. Meio bilhão, disse alguém.

Até ministros do STF tocaram neste assunto. 

Data Venia, eu acho estranho.

Falar em meio bilhão ou até mais é falar de uma pechincha.

Nós sabemos que o Brasil tem um dos sistemas eleitorais mais caros do mundo. Isso porque é um sistema privado, em que empresas particulares disputam o direito de alugar os poderes públicos para defender seus interesses em troca de apoio para seus votos. As estimativas de gastos totais – é disso que estamos falando -- com campanhas eleitorais superam, com facilidade, meio bilhão de reais. São gastos que ocorrem de quatro em quatro anos, aos quais deve-se acrescentar uma soma imponderável, o caixa 2. Sem ser malévolo demais, não custa recordar que cada centavo investido em campanha é recuperado, com juros, ao longo do governo. Quem paga, mais uma vez, é o contribuinte. 

O debate não é apenas este, porém.  

Um plebiscito pode dar um impulso decisivo para o país construir um sistema de financiamento público, em que os recursos do Estado são empregados para sustentar a democracia – e não negócios privados.

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