sábado, 10 de agosto de 2013

Defender o caráter revolucionário do Partido Comunista

José Reinaldo Carvalho*

Desde a derrocada das primeiras experiências de construção do socialismo na ex-União Soviética e países do Leste europeu, o mundo tem passado por muitas transformações. Radicais alterações na correlação de forças entre as correntes revolucionárias e o imperialismo ainda marcam negativamente o desenvolvimento da luta de libertação nacional e social dos povos e dos trabalhadores em todo o mundo.

Se bem seja verdade que no início do século 21 se operam lentamente modificações positivas na acumulação de forças, é forçoso reconhecer que ainda vivemos no quadro geral da derrota histórica das forças da revolução e do socialismo, inteiramente contrastante com a época gloriosa da história da humanidade, que vem desde 1848, quando Marx e Engels escreveram o documento fundador do socialismo científico, o Manifesto Comunista.

É inegável que a partir deste evento, os trabalhadores e os povos oprimidos lançaram-se em epopeias gloriosas para “conquistar os céus de assalto”, e efetivamente alcançaram marcantes vitórias que condicionaram o desenvolvimento de toda uma época histórica. Os marcos fundamentais dessa época estão na Comuna de Paris (1871), na revolução Soviética (1917), na construção do socialismo longo do século 21 e nas lutas anticolonialistas e anti-imperialistas dos povos e nações oprimidos.

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terça-feira, 6 de agosto de 2013

A ditadura dos políticos profissionais



Jorge Gregory*

Inicio da década de 80, período da redemocratização, da campanha pelas Diretas-Já, lutávamos pela liberdade de organização partidária e pela legalização do Partido Comunista do Brasil. Ainda na clandestinidade e sem sede lá no Paraná, realizávamos nossas reuniões na casa do camarada Fusca e por vezes o pai dele, um velho caboclo mineiro, sentava num canto e ficava ouvindo nossa discussão sobre o tal partido. Certa feita, o seu Chico se intrometeu na conversa e perguntou: cêis tem vereador? Cêis tem deputado? Tem prefeito ou Governador? Num tem. Então cêis num são partido.

Pergunte para qualquer cidadão comum, não precisa ser exatamente das camadas mais populares, pode ser da classe média, o que acha do PCO. “P o quê?” provavelmente este cidadão vá perguntar. Partido Comunista Operário, você responde. Com certeza vira uma nova pergunta: “existe?”. E o PSTU? Bom, com relação ao PSTU, é mais comum as pessoas terem visto suas bandeiras na rua, especialmente em manifestações. Mas mesmo assim este cidadão é capaz de te responder o seguinte: “PSTU eu conheço, é um bando que fica gritando na rua e acha que é partido”. Para o senso comum, partido é quem tem representantes eleitos.

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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

IDH cresce e os bancos faturam

Leonardo Sakamoto*

Nenhum indicador é perfeito. Afinal de contas, é extremamente complexo mensurar qualidade de vida, fugindo das armadilhas da subjetividade e considerando uma miríade de variáveis. Isso sem contar que, não raro, utiliza-se como referência a qualidade de vida de determinada sociedade, pasteurizando o bem-estar mundial.

Portanto, um indicador não pode ser usado solitariamente para entender o que acontece em um país.

O Índice de Desenvolvimento Humano dos municípios brasileiros, baseado em medidas de expectativa de vida, escolaridade e renda per capita, subiu 47,5% em duas décadas, passando do patamar “muito baixo” para “alto”.

O problema é que “renda per capita” dá margem a grandes distorções. Se uma única pessoa de uma comunidade ganha 50 e as outras 9 ganham, juntas, 50, a renda per capita é a mesma se todas as dez pessoas ganhassem 10. Qual comunidade é mais justa? Em qual há menos chance da convivência pacífica dar chabu?

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