quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Sobre o Leninismo Contemporâneo




Rita Coitinho*

Em uma fala dirigida contra Trostky, Lênin disse certa vez que a insistência de alguns intelectuais em inventar categorias servia unicamente para confundir o povo e tergiversar sobre os princípios, levando a discussões inúteis, enormes perdas de tempo e até mesmo a cisões no seio do partido.

São momentos históricos bastante diferentes, mas nas teses do 13o congresso do PCdoB é inevitável que nos surja uma interrogação sobre uma nova categoria que aparece no parágrafo 105: o "leninismo contemporâneo". Ele parece estar ligado à outra formulação, a de "um partido de feições modernas". É de fato necessário lançar mão dessas novas categorias?

Nosso primeiro exercício é o de refletir sobre o leninismo ou, para usar o termo exato, o marxismo-leninismo, para a seguir entender as razões por que se busca substituir um conceito por outro. Em artigo que publiquei há alguns meses citei uma passagem de Álvaro Cunhal em que ele definiu de maneira clara e profunda a essência do marxismo-leninismo: "um sistema de teorias que explicam o mundo e indicam como transformá-lo". Seus princípios e o método são instrumentos indispensáveis à análise científica da realidade e à definição de soluções concretas para os problemas concretos que a situação objetiva e a luta colocam às forças revolucionárias. Constituem-se em patrimônio teórico e enriquecem-se com a assimilação crítica das experiências históricas. 

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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Equilibrar e reforçar o tripé que pende para um lado



J. Tramontini*

O Partido Comunista do Brasil tem se pautado, neste período de defensiva estratégica, de acumulação de forças por parte do proletariado brasileiro e internacional, pela combinação das ações institucionais e de massas. 

É nítida a ascensão das forças do imperialismo após a queda da URSS e do Leste Europeu que, ainda hoje, dominam o cenário internacional, tanto do ponto de vista bélico, quanto econômico e ideológico, em que pese mudanças na correlação de forças, especialmente na América Latina.

O Brasil não está imune a isso. A derrota das primeiras experiências socialistas coincidiu com os governos neoliberais que, sem entrar em maiores detalhes, por simples falta de necessidade, deixaram os ricos e suas máfias mais ricos e o povo trabalhador desempregado e mais pobre.

Nesse cenário o Partido realiza o esforço de reafirmar seu projeto socialista e sua bandeira, sua identidade e; ser parte de uma ampla frente progressista, nos movimentos de massas e na institucionalidade, com objetivo de romper o cerco do capital.

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Centrais reafirmam posição sobre terceirização: regular sem precarizar


As centrais sindicais mais uma vez se reuniram em Brasília com representantes do Congresso Nacional, do governo federal e com empresários, nesta terça-feira (13), para dar continuidade às negociações a respeito do Projeto de Lei 4330/2004, que trata da regulamentação da terceirização.  CTB, CUT, FS, CGTB, NCST e UGT conseguiram convencer os líderes partidários a adiar a votação do PL, a fim de que a matéria seja mais bem debatida.

Diante da intransigência demonstrada pelos representantes do empresariado durante a reunião, as centrais decidiram elaborar um documento por meio do qual reafirmam sua posição: regular a terceirização, porém sem precarizar as relações trabalhistas existentes no país.

Para o secretário de Política Sindical e Relações Institucionais da CTB, Joílson Cardoso, os empresários sentaram à mesa dispostos a “escancarar a precarização no país”, “forçando o Congresso a votar um projeto de lei sem discuti-lo com os demais setores envolvidos”. Segundo o dirigente, “as centrais não vão recuar um milímetro sequer”, afirmou, defendendo a continuidade da negociação da mesa quadripartite.

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