quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Balanço inicial da greve mostra organização dos bancários

A greve nacional dos bancários começou nesta quinta-feira (19) com muito mais força do que as últimas paralisações da categoria. Um breve balanço inicial do movimento dá a clara noção da disposição dos trabalhadores em cruzar os braços para conquistar melhores condições de trabalho e salários. Os bancários continuam rejeitando a proposta pífia de aumento de 6,1%, que não corrige nem a inflação do período.

Os bancários classistas da Bahia e Sergipe paralisaram até o momento 640 agências nos dois estados. Em Salvador e região metropolitana, 240 agências estão fechadas. No interior da Bahia, a categoria cruzou os braços nas unidades bancárias na base de Feira de Santana (31), Vitória da Conquista (53), Itabuna (31), Ilhéus (26), Jequié (15), Irecê (37), Barreiras (43), Jacobina (28), Camaçari (16) e Juazeiro (23). Já em Sergipe, deixaram de funcionar 97 agências.

Continue lendo >>

Terceirização opõe patrões e trabalhadores

As discussões na Comissão Geral na Câmara dos Deputados sobre o Projeto de Lei 4330/2004, da terceirização, correm soltas nesta quarta-feira (18). A CTB e as demais centrais sindicais lutam pelo arquivamento desse projeto porque ele permite às empresas terceirizar inclusive as suas atividades-fim.

Para o secretário-geral da CTB, Wagner Gomes, além do projeto escancarar as possibilidades de terceirização, ele rebaixa os salários e tira muitos benefícios dos trabalhadores. “A principal característica das empresas terceirizadas é pagar aos terceirizados 60% do salário dos outros funcionários e menos benefícios”, garante o dirigente sindical no site da Câmara.

Continue lendo >>

Sobre a proposta de pacto



Umberto Martins*

Quero expor neste artigo alguns comentários críticos sobre a proposta de pacto político entre capital e trabalho constante do parágrafo 59 das teses da direção nacional para o 13º Congresso do Partido.

Fala-se ali num “pacto entre a produção e o trabalho”, o que me parece abstrato, visto que a produção resulta do trabalho humano. Já dizia Marx que é o trabalhador quem cria ou produz os valores de uso e valores de troca incorporados nas mercadorias. Logo, não faz sentido falar em pacto político entre a produção e o trabalho.

O que se propõe, a bem da verdade, é um pacto entre capital (ou uma facção deste) e trabalho. E isto fica claro quando, no mesmo parágrafo, o pacto é caracterizado como “uma aliança entre o governo, os trabalhadores e os capitalistas do setor produtivo”. 

Continue lendo >>
Classista possui:
Comentários em Publicações
Widget UsuárioCompulsivo

Mais vistos

  ©CLASSISTA - Todos os direitos reservados.

Template by Dicas Blogger | Topo