quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Pensar o futuro


Rita Coitinho*

"Não se pode afirmar fatos e ideias novas se não se rompe definitivamente com fatos e ideias velhas" (J.C. Mariátegui)

O Partido Comunista não é igual aos demais. E por que é diferente? Porque se propõe a edificar o novo. Nossa doutrina orientadora, o marxismo-leninismo, soube diferenciar-se das filosofias idealistas e dos socialistas utópicos ao procurar na sociedade existente os elementos da transição para outra forma social, em novas bases. O socialismo brota, potencialmente, das próprias entranhas da sociedade capitalista. E por que “potencialmente” e não “certamente”? Porque depende da ação política das classes em luta. 

Nas teses para o 13º Congresso o PCdoB procura fazer um balanço do ciclo que se abriu com os governos de Lula e Dilma, ao mesmo tempo em que projeta uma caminhada rumo ao socialismo com base nas lutas por reformas estruturantes. Falta às teses, porém, o sentido estratégico, na medida em que não se esclarece de que maneira o partido espera dar o salto qualitativo. Da forma como se apresenta, o texto é evolucionista: as reformas estruturais seguirão em marcha segura até o socialismo, desde que tenhamos boa bancada no congresso e que se garantam as sucessões presidenciais no campo democrático-popular. 

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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Sobre a centralidade da ação



J. Tramontini*

As teses ao 13º Congresso do PCdoB debruçam-se sobre a avaliação dos dez anos de governos democrático-populares no Brasil, inaugurados com a eleição de Lula, seguidos de sua reeleição e da eleição de Dilma. É correto fazer essa análise, uma vez que, desde então, se abriu um novo ciclo político no país, mas este não pode ser o principal objetivo do Congresso.

Como fórum maior dos comunistas brasileiros, o congresso, na atual quadra histórica, tem o dever de preparar o Partido para as lutas do próximo período. Os novos governos abriram novas possibilidades, novas necessidades, até então reprimidas pelas difíceis condições de vida da classe dos trabalhadores, do proletariado. Com as melhorias, ainda que insuficientes, nessas condições, os trabalhadores passaram a possuir novos objetivos. O que antes se restringia a mera busca da sobrevivência, de um emprego, hoje alcança novos horizontes. As classes dominantes brasileiras, sempre subalternas ao grande capital internacional, também enxergam essa mudança e usam de todos os meios, abertos ou clandestinos, para retornar o Brasil, e todo o continente, à condição anterior.

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O suposto e o pretenso


J. Tramontini*

O partido de novo tipo, ou partido leninista, foi desenvolvido e sistematizado por Lênin a partir de intensos debates com grandes quadros marxistas e da própria experiência histórica do movimento comunista internacional. 

A organização leninista é a construção do instrumento capaz de conduzir o proletariado à tomada do poder, ao socialismo. É, ao mesmo tempo, a superação dos “gelatinosos” partidos da II Internacional, dos quais é herdeira a social-democracia; e o desenvolvimento do marxismo à época do imperialismo. Por isso convencionou-se chama-lo de partido marxista-leninista.

A história mostrou a necessidade de uma organização sólida, determinada, com objetivos definidos, mas também flexível capaz de adequar-se a necessidades conjunturais sem perder seu caráter. Os bolcheviques, antes e depois da revolução de 1917, demonstraram, na prática, essas características. Ora se fechavam para sobreviver a violentas repressões; ora se abriam à massa de proletários e camponeses, convocando-os a integrar o Partido. Ora boicotavam as eleições; ora se jogavam nessas disputas. Para manter seu caráter e seu objetivo, o partido organiza-se pelo centralismo-democrático, é dirigido por um único centro e mantém-se como elemento indissociável da classe da qual pretende ser vanguarda, o proletariado.

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