quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Decisão histórica: Cuba e EUA retomam relações diplomáticas


O presidente cubano, Raúl Castro, se pronunciou nesta quarta-feira (17) em rede nacional para anunciar mudanças históricas nas relações diplomáticas entre a ilha caribenha e os Estados Unidos. Desde 1962, o governo norte-americano mantém um bloqueio econômico, comercial e financeiro a Cuba. Ao mesmo tempo, Barack Obama declarou publicamente que irá começar “um novo capítulo na relação com Cuba”.


Segundo o chefe de Estado cubano, ele e Obama sustentaram uma “conversa telefônica do mais alto nível" na última terça-feira (16): "Concordamos com a retomada das relações diplomáticas, mas isso não significa que o principal foi resolvido, o bloqueio que causa tantos danos deve cessar", afirmou Raúl Castro.

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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Sistema Distrital: Reforma Política antidemocrática


Aldo Arantes*

A Reforma Política está na pauta política do País. Mais do que nunca, é essencial diferenciar a Reforma Política Democrática da Antidemocrática. O sistema distrital e sua variante o distrital misto, são alternativas antidemocráticas que restringem a participação popular nas instâncias de poder. Contam com a adesão da grande mídia, dos políticos e partidos conservadores, sobretudo do PSDB. 


Fernando Henrique Cardoso, falando na Associação Comercial de São Paulo sobre o tema “Voto Distrital: um Plano Real na Política” afirmou que o voto distrital é o “mecanismo que mais diretamente põe em cheque o sistema atual. Quebra a espinha dorsal das acomodações partidárias e leva à maior proximidade entre o eleitor e o eleito”. Revelando suas verdadeiras preocupações com os rumos políticos da América Latina o ex-presidente afirmou que “sem nos apercebermos, incorremos no risco de desmoronamento das instituições republicanas. Quem conhece a América Latina sabe que isso pode ocorrer”, afirmando ainda que “basta um momento não tão favorável da economia, aparece um outsider e ganha ( a eleição )”.

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terça-feira, 4 de novembro de 2014

De farsas e fantasmagorias: a decadência da direita brasileira


Rita Matos Coitinho*

Inevitável começar esta reflexão com Marx: “Hegel observa em uma de suas obras que todos os fatos e personagens de grande importância na história do mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes. E esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa. Caussidière por Danton, Louis Blanc por Robespierre, a Montanha de 1845-1851 pela Montanha de 1793-1795, o sobrinho pelo tio”.


A frase abre magistralmente o primeiro capítulo da segunda edição da obra “O Dezoito Brumário de Luis Bonaparte” *. Ao leitor apressado solicito que atente ao sentido exato da distinção entre “tragédia” e “farsa” que dá a devida profundidade à afirmação marxiana. A primeira refere-se às tragédias gregas, peças teatrais de grande profundidade e, não raro, apelo dramático, composta de textos profundos, de denso conteúdo. A segunda, a “farsa”, é a comédia, a obra destinada a arrancar risos da plateia. Normalmente de um texto leve e com tom satírico, a farsa apresentava nuances invertidas ou exageradas da realidade, com o objetivo de divertir o público.

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