quinta-feira, 9 de abril de 2015

Câmara aprova terceirização ampla e impõe derrota aos trabalhadores

Colocando em grave risco as conquistas trabalhistas, a Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (8), o Projeto de Lei 4330, que permite uma terceirização generalizada. Foram 324 votos a favor, 137 contra e 2 abstenções. Além de não resolver os problemas atuais dos mais de 10 milhões de terceirizados no Brasil, o projeto traz para os demais 45 milhões de trabalhadores formais o risco iminente de se tornarem prestadores de serviços. 

Aplaudida pela Fiesp e pelos banqueiros, a atual maioria da Câmara virou as costas aos trabalhadores, revelando inteiramente seu caráter conservador. PSDB e DEM votaram em bloco a favor do projeto, mostrando também suas verdadeiras faces de inimigos do povo.Parlamentares do PCdoB, do PT e do PSOL lutaram contra o PL 4330 e denunciaram que a Câmara consagrou a vitória do capital contra a imensa maioria da população.Os destaques ao projeto serão votados na próxima terça-feira (14) e depois ele ainda será enviado ao Senado e posteriormente à sanção da presidenta Dilma Rousseff, que pode vetar no todo ou em parte. Se isso acontecer haverá novas votações na Câmara e no Senado para manter ou derrubar os eventuais vetos presidenciais.O PCdoB e o PT anunciaram que irão recorrer ao STF para anular a sessão, pois o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), casuisticamente mudou a interpretação até então vigente sobre o regimento interno, para viabilizar a vitória do empresariado contra os trabalhadores.

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Pressão garante Caixa 100% Pública

Resultado de intensa mobilização nacional dos empregados, ao lado dos sindicatos e federações, o governo federal recuou e não vai mais privatizar a Caixa. O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e pela presidenta do banco, Miriam Belchior, nesta quarta-feira (08/04). 

Levy afirmou que a Caixa continua uma empresa 100% pública. Agora, a conversa gira em torno da abertura de capital da Caixa Seguradora, que deverá acontecer nos mesmos moldes do BB Seguridade. 

O recuo do governo é uma importante vitória da sociedade brasileira. O banco é peça chave na condução das políticas públicas e no desenvolvimento das políticas socioeconômicas do Brasil. 

“É uma vitória significativa da mobilização. A Caixa Seguros não tem um grande impacto no caráter estratégico da empresa. O principal conseguimos: impedir a oferta  pública das ações do banco. Isso revela a força da categoria e deixa claro que com união, podemos vencer”, destaca o presidente do Sindicato da Bahia e membro da Coordenação Nacional da CTB-Bancários, Augusto Vasconcelos. 

A Caixa tem mais de 100 mil empregados. A carteira de clientes têm crescido consideravelmente e bateu na casa dos 74,8 milhões. O lucro também aumenta, R$ 7,1 bilhões em 2014. Portanto, a medida não se sustentava. 

Fonte: Bancários Classistas

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Os trabalhadores e luta de classe em curso



*Eduardo Navarro

Imaginem nas olimpíadas, em especial na corrida de obstáculos, onde são colocadas barreiras para dificultar a passagem de o corredor atingir a faixa de chegada. Utilizo desta figura de linguagem para pensar que na sociedade brasileira, como em toda sociedade capitalista, são colocadas barreiras para dificultar à classe trabalhadora a se constituir como classe. 

Estas barreiras são deliberadamente colocadas para impedir que os trabalhadores e trabalhadoras tomem consciência de que são iguais aos outros trabalhadores e que possuem os mesmos interesses comuns aos seus pares, portanto estão vinculados à mesma classe social: a classe daqueles que são produtores de toda riqueza, ao passo que são, também, excluídos desta mesma riqueza. Ao mesmo tempo em que conformam a classe trabalhadora, estes se diferenciam da classe possuidora dos meios de produção, que tem interesses irreconciliáveis aos dos trabalhadores.

Está “corrida de obstáculo”, ou o embotamento desta consciência de pertencimento a uma determinada classe, vem embrulhada em diversas “mascaras e disfarces” com o intuito de não aparentar tal propósito, ou seja, age como se fosse algo natural. Estas “mascaras” são estabelecidas por diversos meios e métodos, os principais são os meios de comunicação, reforçados pela família e pela religião.

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