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segunda-feira, 2 de maio de 2016

Elika Takimoto: Professora, como é estudar? Me ensina?

Também fui aluno de escola técnica, das que ensinam mais que apertar parafusos, da Escola Técnica da Universidade Federal do Paraná.
Posso afirmar, com tranquilidade, que ela transformou totalmente minha vida. Me abriu horizontes, me ensinou sobre ciências, diversidades, a ter disposição para lutas.
Me deu amigos queridos que carrego até hoje, mais de 20 anos passados, mesmo quando distantes, sempre por perto.
Enfim, frequentar a ET/UFPR, me ensinou sobre a vida.
O texto a seguir é um relato desse tipo de experiência, única e maravilhosa, que é valorizar a humanidade.
Tomo a liberdade de reproduzir o texto da professora Elika, do Rio de Janeiro, emocionante, verdadeiro e humano, do início ao fim.

"PROFESSORA, COMO É ESTUDAR? ME ENSINA?"

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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Eduardo Galeano. Presente!

Uma segunda-feira que poderia ter sido como todas as outras, mas esta, 13 de abril de 2015, foi diferente. Foi o dia em que a América Latina amanheceu mais triste: perdemos Eduardo Galeano. Por volta das 9h30 da manhã começam os comentários nas redes sociais, amigos de todos os países latino-americanos comentam, com profunda tristeza, a morte do escritor uruguaio. Em instantes, centenas de sites confirmam a notícia. Eduardo Galeano se foi, aos 74 anos de idade.

Eduardo Galeano foi o primeiro a receber o título de Cidadão Ilustre do Mercosul, a homenagem se deu em razão da contribuição de sua obra à cultura, à consolidação da identidade latino-americana e à integração regional. Mais tarde, outras figuras relevantes também foram homenageadas, entre elas Lula e Oscar Niemeyer.

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quarta-feira, 5 de junho de 2013

A morte justificada, mais um indígena tombado!

Igor Vitorino da Silva*

O silêncio cotidiano sobre o genocídio indígena no Mato Grosso do Sul tortura-me. O grito e ação política dos indígenas e de seus apoiadores ecoam para muitos cidadãos sul-mato-grossenses como ação infundada, despropositada e inconsequente. Mais do que a indiferença política e social, como acusam muitos militantes, aterroriza-me certa cumplicidade social com o uso da violência e a celebração do extermínio social, ou seja, aceita-se e enaltece-se socialmente a morte como solução para a questão indígena tanto no Mato Grosso do Sul como no resto do país.

Talvez, haja certo exagero na minha afirmação. Ou uma “cegueira política”, dirão os conversadores, alimentada pela indignação e revolta que sinto ao ver as notícias de indígenas assassinados ou de povos que foram expropriados das condições de construírem a sua vida livre e digna, mas não há como não perceber que os povos indígenas constituem os seres “matáveis” do desenvolvimentismo projetado pelo Estado Brasileiro em articulação com tecnocracias, grandes empresas, elites econômicas e oligarquias políticas locais-regionais.

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quarta-feira, 20 de março de 2013

Escolha de papa Francisco reinventa estratégia polonesa


Breno Altman*

Entre os cardeais, Bergoglio apresentava, como Wojtyla em seu momento, credenciais de conservadorismo e mudança.

A investidura do cardeal Jorge Bergoglio, como novo chefe da igreja católica, de alguma forma surpreendendo até os mais atentos analistas, pode ser interpretada através de paralelo histórico. A comparação possível remonta a 1978, quando os italianos perderam primazia sobre o Vaticano e o polonês Karol Wojtyla foi ungido como o papa João Paulo II.

Apresentava-se de forma bastante clara o objetivo das correntes hegemônicas no colégio de cardeais, alinhadas com a geopolítica ocidental da guerra fria. Para enfrentar o campo socialista e decepar a influência dos valores de esquerda sobre o próprio catolicismo, fez-se necessário um cavalo de pau. Foi preciso inovar na origem do sucessor de Pedro para reduzir resistências contra o novo discurso ultramontano.

A jogada tática revelou-se formidável para a consolidação do trio de ferro que lideraria a campanha pelo desmantelamento da União Soviética. Ao lado de Ronald Reagan e Margareth Thatcher, o papa polaco revigorou o reacionarismo clerical. Por sua nacionalidade, pôde operar no interior do território mais vulnerável e com maior população católica do mundo socialista.  A partir dessa ofensiva, reuniu forças para dilacerar os grupos renovadores vinculados ao Concílio Vaticano II, particularmente os adeptos da Teologia da Libertação.

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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

UFPR completa 100 anos hoje


A Universidade Federal do Paraná completa hoje, 19 de dezembro, um século. A semana do centenário está sendo repleta de eventos e comemorações em torno do aniversário da UFPR, e nesta quarta-feira mais uma celebração especial será realizada: uma sessão pública solene em homenagem à instituição, no Teatro Guaíra, às 20 horas.

Durante o evento, haverá uma apresentação do relatório de atividades deste ano, seguida da exibição de um vídeo institucional da UFPR. Serão entregues homenagens aos estudantes, professores e técnicos administrativos da Universidade, representados respectivamente pelo Diretório Central dos Estudantes, pelo docente ativo mais antigo e pelo técnico que trabalha há mais tempo na Universidade.

A cerimônia conta ainda com a recondução de Zaki Akel Sobrinho ao cargo de reitor da UFPR.  Após o evento, às 21h30, os participantes serão convidados a se dirigir à Praça Santos Andrade, onde será realizada a apresentação da fachada restaurada do Prédio Histórico, com uma iluminação especial cedida pela prefeitura. 

A UNIVERSIDADE DOS PARANAENSES

O centenário da Universidade Federal do Paraná é uma data importante não só para os dirigentes, estudantes, professores, mas para os milhares de profissionais que passaram pela instituição e estão espalhados por todo Brasil e até em outros países. Tudo começou em 1912 quando as forças políticas, intelectuais e econômicas do Paraná se uniram.

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sábado, 15 de dezembro de 2012

Traços de Oscar Niemeyer inspiraram músicas de Chico Buarque


Os traços do arquiteto Oscar Niemeyer inspiraram o cantor e compositor Chico Buarque que, no aniversário de 90 anos do arquiteto, escreveu um texto que está sendo divulgado para homenagear Niemeyer no dia de sua morte. O Portal Vermelho reproduz o texto para compartilhar com seus leitores a admiração de Chico pelo arquiteto, que compartilhava com os comunistas dos mesmos ideais pela construção de um país justo.

Eis o texto:

“Havia um terreno para os lados da Iguatemi, havia o anteprojeto, presente do próprio, havia a promessa de que um belo dia iríamos morar na casa do Oscar. Cresci cheio de impaciência porque meu pai, embora fosse dono do Museu do Ipiranga, nunca juntava dinheiro para construir a casa do Oscar. Mais tarde, num aperto, em vez de vender o museu com os cacarecos dentro, papai vendeu o terreno da Iguatemi. Desse modo, a casa do Oscar, antes de existir, foi demolida.

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