quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Salário mínimo: a queda de braço entre governos e centrais

As seis maiores centrais sindicais do país (CUT, Força Sindical, CTB, UGT, Nova Central e CGTB) estão mobilizando suas bases em São Paulo para uma manifestação unificada na Avenida Paulista dia 18, terça-feira, em prol de um salário mínimo de 580 reais. Os sindicalistas pretendem promover manifestações em diferentes capitais do país, ingressando inclusive com recursos na Justiça contra o valor proposto pelo governo ao Congresso Nacional, de 540 reais. 

A batalha em torno do valor do mínimo será o primeiro teste nas relações entre governo e movimento sindical. De acordo com o Dieese, o reajuste sugerido pela equipe econômica não é suficiente para zerar as perdas da inflação e impõe uma redução do valor real do salário mínimo. Isto, de acordo com advogados ligados às centrais, contraria a Constituição, que prevê a irredutibilidade dos salários. Daí o recurso à Justiça.

Iniciar o primeiro ano de mandato reduzindo o valor real do mínimo não seria um bom começo para o governo de Dilma Rousseff, segundo as lideranças sindicais, que em geral apoiaram a candidatura e participaram ativamente da campanha da atual presidente.

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Os adoradores do mercado e os mortos do RJ

Altamiro Borges*

As cenas na televisão são chocantes, entristecedoras, revoltantes. Corpos sendo carregados em cobertores, em pedaços de pau. Pessoas chorando os seus familiares mortos. Casas destruídas, ruas tomadas pelas águas barrentas, alojamentos precários lotados por famílias de desabrigados. A população do Rio de Janeiro, em especial da sua região serrana, está em luto.

Menos de um ano após a tragédia que matou mais de 160 pessoas em Niterói e outras 250 no Estado, em abril passado, e um ano depois das mais de 50 mortes em Angra dos Reis, o estado é novamente vítima do descaso das autoridades. Até o final desta noite (12), Teresópolis, Nova Friburgo e Petrópolis e outros municípios da região serrana já contabilizavam 257 mortos.

As vítimas do capitalismo

Nas entrevistas para as emissoras de televisão, somente pessoas simples, trabalhadoras, relatam suas perdas. Os moradores das áreas carentes, como do bairro do Caleme, em Teresópolis, perderam tudo. Onde existiam casas, construídas com muito esforço, agora só há barro e escombros. Alguns ainda resistem em deixar suas casas nas áreas de risco, temendo perder seus poucos bens. 

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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

CTB conclama o Congresso Nacional a rever o valor do salário mínimo

A CTB divulgou uma nota oficial nesta quarta-feira (5), na qual conclama o Congresso Nacional a rever a Medida Provisória nº 516/10, que fixa o novo valor do salário mínimo para 2011 em R$ 540,00. De acordo com seu presidente, Wagner Gomes, o reajuste estabelecido de 5,88% está na contramão da política de valorização do SM acordada com as centrais sindicais.

"A CTB lutará, em unidade com as outras centrais sindicais, para que o Congresso Nacional, depois do recesso, altere para R$ 580,00 o novo salário mínimo", diz a nota oficial, assinada por Wagner Gomes. Leia abaixo sua íntegra.

A CTB e o novo salário mínimo

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