Salário mínimo: a queda de braço entre governos e centrais
As seis maiores centrais sindicais do país (CUT, Força Sindical, CTB, UGT, Nova Central e CGTB) estão mobilizando suas bases em São Paulo para uma manifestação unificada na Avenida Paulista dia 18, terça-feira, em prol de um salário mínimo de 580 reais. Os sindicalistas pretendem promover manifestações em diferentes capitais do país, ingressando inclusive com recursos na Justiça contra o valor proposto pelo governo ao Congresso Nacional, de 540 reais.
A batalha em torno do valor do mínimo será o primeiro teste nas relações entre governo e movimento sindical. De acordo com o Dieese, o reajuste sugerido pela equipe econômica não é suficiente para zerar as perdas da inflação e impõe uma redução do valor real do salário mínimo. Isto, de acordo com advogados ligados às centrais, contraria a Constituição, que prevê a irredutibilidade dos salários. Daí o recurso à Justiça.
Iniciar o primeiro ano de mandato reduzindo o valor real do mínimo não seria um bom começo para o governo de Dilma Rousseff, segundo as lideranças sindicais, que em geral apoiaram a candidatura e participaram ativamente da campanha da atual presidente.
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