quinta-feira, 6 de junho de 2013

CTB repudia falsas eleições para conselheiro representante na CEF


Em 28 de dezembro de 2010 o então Presidente Lula promulgou a lei 12.353 a qual dispõe sobre a participação de representante dos empregados nos conselhos de administração das empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pela União. Regulamentada em 2011, por uma portaria do Ministério do Planejamento, a lei prevê a alteração estatutária das empresas estatais no sentido de contemplar a representação dos funcionários nos seus conselhos de administração.


Em que pese a restrição ao representante eleito de participar de discussões e deliberações sobre assuntos que envolvam relações sindicais, remuneração, benefícios e vantagens, inclusive matérias de previdência complementar e assistenciais, considerados na lei conflito de interesses, essa nova legislação representou um avanço democrático na direção da transparência da gestão e na aproximação dos interesses dos trabalhadores, que constroem essas empresas com sua força de trabalho, aos interesses da sociedade.

Atropelando a democracia, o espírito de abertura e participação dos seus empregados, e os propósitos da lei, no último dia 29 de maio a direção da Caixa Econômica Federal divulgou um edital convocando a eleição para Conselheiro Representante dos Empregados no Conselho de Administração, estabelecendo um apertado calendário para inscrição dos candidatos. Dirigido por uma Comissão Eleitoral nomeada por ato unilateral da presidência da Caixa, o processo é eivado de irregularidades e restringe a participação da maioria dos empregados que desejarem concorrer ao pleito.

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É mais fácil demitir jornalista que bancário. Porque a gente não reclama


Leonardo Sakamoto*

Diante das levas de demissões de jornalistas, atualizo e reposto o texto abaixo.

Não é uma incitação à guerra, mas uma crítica à inação do trabalhador. Do ponto de vista do mercado, patrões não estão errados em aplicar o remédio que acham melhor, por mais amargo que seja. Isso é o que se espera deles, quem pensa o contrário acredita em Papai Noel e no Coelho da Páscoa. Nós que, ao permanecermos em silêncio, acatando tudo bovinamente, é que estamos errados. Nós não ficamos quietos quando os administradores de plantão da República baixam ordens que prejudicam a população, gestadas a quatro paredes, sem dar justificativa alguma, mas nos calamos quando o mesmo acontece em nosso microcosmo. Um caso é de interesse público e outro uma relação privada? Aham, Cláudia. Senta lá!

Jornalistas são frequentes na Parada do Orgulho LGBT, na Marcha da Maconha, na Marcha das Vadias, na Marcha pela Liberdade, na marcha para a cerveja depois do fechamento, portanto, não me digam que não sabem o que é um mobilização por uma razão justa. Até porque jornalista desce para abraçar prédio pelas razões mais justas ou injustas. Mas é incapaz de deixar o cada um por si e o sobrenatural da mitologia cristã por todos e dizer “Pera aí! Isso não é certo com o colega. Vamos conversar?”

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quarta-feira, 5 de junho de 2013

A morte justificada, mais um indígena tombado!

Igor Vitorino da Silva*

O silêncio cotidiano sobre o genocídio indígena no Mato Grosso do Sul tortura-me. O grito e ação política dos indígenas e de seus apoiadores ecoam para muitos cidadãos sul-mato-grossenses como ação infundada, despropositada e inconsequente. Mais do que a indiferença política e social, como acusam muitos militantes, aterroriza-me certa cumplicidade social com o uso da violência e a celebração do extermínio social, ou seja, aceita-se e enaltece-se socialmente a morte como solução para a questão indígena tanto no Mato Grosso do Sul como no resto do país.

Talvez, haja certo exagero na minha afirmação. Ou uma “cegueira política”, dirão os conversadores, alimentada pela indignação e revolta que sinto ao ver as notícias de indígenas assassinados ou de povos que foram expropriados das condições de construírem a sua vida livre e digna, mas não há como não perceber que os povos indígenas constituem os seres “matáveis” do desenvolvimentismo projetado pelo Estado Brasileiro em articulação com tecnocracias, grandes empresas, elites econômicas e oligarquias políticas locais-regionais.

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