quarta-feira, 29 de setembro de 2010

JATINHO DE TASSO JEREISSATI EM QUEDA

Altamiro Borges (Miro)*

O Instituto Datafolha divulgou hoje (28) pesquisa sobre intenção de voto no Ceará. Para governador, não há novidades. Cid Gomes (PSB) deve vencer com folga no primeiro turno. A disputa esquentou mesmo foi para o Senado. O antes imbatível Tasso Jereissati, um dos tucanos mais raivosos da política nacional, despencou na pesquisa. No início da campanha eleitoral, ele aparecia com 59% das intenções de voto. Agora, está com 44%.

Já os candidatos da base de apoio de presidente Lula cresceram de forma sustentável nas últimas semanas. Eunício Oliveira (PMDB), que iniciou a jornada com 25% dos votos, subiu para 44%, num inédito empate com o tucano. Já José Pimentel (PT) soma agora 36%. A presença de Lula no horário eleitoral na TV, pedindo votos para os dois aliados, é apontada como fator determinante deste impressionante virada de jogo.

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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

TANTO AO MAR QUANTO À TERRA



J. Tramontini

O segundo semestre é período de campanhas salariais de diversas categorias de trabalhadores. Algumas delas com grau mais elevado de organização, ação nacional e tradição de lutas. Petroleiros, metalúrgicos, carteiros e bancários, entre outros, são categorias que têm suas datas-base entre agosto e setembro, com suas campanhas, não raras vezes, prolongando-se outubro afora e impactando diretamente em outras categorias.

Outro elemento importante é a marcante presença de empregados de empresas estatais entre os trabalhadores de grande parte dessas categorias sendo, em alguns casos, a totalidade.

Em 2010, essas campanhas salariais são, inevitavelmente, permeadas pelas eleições, destacadamente a presidencial. Num cenário polarizado, em que o povo brasileiro está para decidir entre a volta ao passado e a continuidade das mudanças, é natural e necessário que os trabalhadores e suas entidades de classe se posicionem e se engajem.

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domingo, 26 de setembro de 2010

PRIORIDADE NO FUNDAMENTAL

J. Tramontini*

Durante os anos 1990 os bancários viram suas condições de vida sendo deterioradas ano a ano.

Assédio moral, demissões em massa, sobrecarga de trabalho, fraudes na jornada de trabalho, perdas de direitos foram algumas das coisas com que os bancários tiveram que conviver desde então.

Mas talvez a face mais visível dessa degradação seja o achatamento dos salários. O que para muitos era o sonho de uma carreira promissora passou a ser um drama. Ser bancário hoje significa trabalhar de forma desumana e receber em troca um salário que não é suficiente nem mesmo para o sustento, especialmente nos grandes centros. Ao mesmo tempo, os bancos, tanto públicos quanto privados, ampliam seus já obscenos lucros a cada balanço.

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