terça-feira, 24 de maio de 2016

Não oferecer nenhuma legitimidade ao golpe

J. Tramontini*

Vivemos os primeiros dias de um governo golpista que, efetivamente, não governa. Que não possui legitimidade e nem força para tal. Sua única chance de impor suas medidas anti-povo é o conluio com um Congresso Nacional formado por uma maioria de notórios picaretas, de negociantes, e com um Supremo Tribunal que de supremo guarda só o nome.

Mesmo com poucos dias as medidas já apresentadas e as anunciadas são a mostra do objetivo a que se pretende o golpe em curso, desmontar qualquer possibilidade de desenvolvimento soberano do povo brasileiro trabalhador, mantendo a velha vontade intestina de uma elite que se vê como subalterna e, com isso, pretende obrigar as demais classes a serem subalternas da subalterna.

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terça-feira, 17 de maio de 2016

A necessidade de uma ampla aliança democrática e popular em uma só voz

J. Tramontini*

O governo golpista já começa mostrando a que veio e a quem serve. Nenhuma medida pode ser tida como surpresa, pois é de amplo conhecimento que sua única função é retomar, em nosso país, o velho conhecido neoliberalismo, derrotado nas urnas pelo povo seguidamente desde 2002.

O que move o governo golpista é o desejo incontrolável da burguesia brasileira de ser subalterna, lacaia, das burguesias dos países centrais do capitalismo, destacadamente dos EUA. A elite brasileira, vira-latas por natureza, não tem projeto próprio e não aceita que outras classes brasileiras o tenham.

Portanto, nenhum espanto deve causar a nomeação de um ministério formado pela nata das oligarquias regionais, formado por homens brancos e ricos, e por herdeiros de tradicionais famílias do coronelismo político. Principalmente, não deve causar nenhum espanto a mudança de postura do oligopólio midiático para o velho chapa-branquismo, afinal, também pertence a famílias de mesmo pedigree.

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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Do 1° de abril à sexta-feira 13

J. Tramontini*

Em 15 de abril de 1964 tomou posse o marechal Castelo Branco, jurando defender a constituição, conclamando um governo com adesão de todos, de união e salvação nacional, sob o império da lei e, claro, com a benção de deus. A Constituição de 1946, em vigor à época, acabara de ser rasgada pelos tanques comandados pelo marechal em 1° de abril. Até hoje as viúvas da ditadura civil-militar que durou 21 anos se esforçam para convencer que o golpe foi em 31 de março. Não, foi no dia da mentira mesmo.

Em 12 de maio de 2016 toma posse, interinamente, o então vice-presidente Michel Temer, após a aprovação do processo de impeachment da presidente eleita, Dilma Rousseff, ser aprovado no Senado. Em seu discurso, Temer convoca a adesão de todos os brasileiros para a união e salvação nacional, contra a corrupção, pelo respeito à constituição federal e, claro, sob a benção de deus. Horas antes haviam rasgado a constituição de 1988, em vigor, ao afastar a presidente sobre a qual nada há contra. Primaram pela velocidade, para não iniciar o novo governo golpista em uma sexta-feira 13, mas é na sexta, precisamente, que os usurpadores começarão a governar.

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